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Wall Street afunda 7% depois de Trump impedir entrada de europeus nos EUA

As principais praças norte-americanas arrancaram a sessão a perder 7% para negociarem em mínimos depois de Donald Trump ter decretado que os europeus não poderão viajar para os Estados Unidos nos próximos 30 dias para tentar conter o novo coronavírus.

Os mercados bolsistas europeus entraram em território “bear”.
Justin Lane/EPA
David Santiago dsantiago@negocios.pt 12 de Março de 2020 às 13:41
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O novo coronavírus e as medidas adotadas para o combater arrastaram Wall Street para fortes perdas no início da sessão desta quinta-feira, 12 de março, estando mesmo a transacionar em "bear market". O índice Dow Jones abriu a perder 7,18% para 21.861,85 pontos, tendo já tocado na cotação mais baixa desde dezembro de 2018, o Nasdaq Composite a recuar 6,64% para 7.424,309 pontos, sendo que já negociou em mínimos de julho de 2019, e o Standard & Poor's 500 a cair 6,83% para 2.554,28 pontos.

O crescendo da pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos que já provocou a paralisação de diversos eventos - por exemplo, a todos os jogos da NBA estão suspensos - e levou o presidente Donald Trump a tomar a decisão unilateral de interditar os cidadãos europeus de viajarem para o território norte-americano nos próximos 30 dias. 

Esta decisão de Trump agravou a apreensão dos investidores e traduz-se em quedas acentuadas no setor turístico, em particular nas companhias aéreas. A American Airlines afunda 13,78% para 14,02 dólares e a United Airlines cai 14,66% para 42,10 dólares. Também os operadores de cruzeiros refletem negativamente a decisão de Trump e as interdições diretamente relacionadas com as medidas de precaução para conter o avanço da pandemia, com a Carnival Corp a perder 14,53% para 18,59 dólares e a Royal Caribbean Cruises a afundar 24,37% para 33,55 dólares.

As desvalorizações registadas em Wall Street acontecem apesar da evolução positiva do mercado laboral norte-americano, isto depois de o número de novos pedidos de subsídios de desemprego ter caído de forma inesperada na semana passada. 

Logo após a abertura de Wall Street, a negociação foi suspensa durante 15 minutos porque o S&P 500 registou perdas superiores ao patamar de 7%, a partir do qual é de imediato interrompida a compra e venda de títulos acionistas. Entretanto, a negociação foi retomada, podendo ser suspensa se houver uma desvalorização superior a 13%.

(Notícia atualizada)
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