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Wall Street afunda mais de 4% com maior selloff em duas semanas e prepara-se para novo embate

Os principais índices norte-americanos voltaram a encerrar em baixa, com os receios em torno do impacto económico da covid-19 a pesarem fortemente. Amanhã espera-se o anúncio de mais uma enorme vaga de pedidos de subsídio de desemprego nos EUA.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Abril de 2020 às 21:08
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O Dow Jones encerrou a ceder 4,44% (973,65 pontos) para 20.943,51 pontos. Também o Standard & Poor’s 500 fechou a perder terreno, com uma descida de 4,41% para 2.470,50 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite recuou também 4,41% para 7.360,58 pontos.

 

Os investidores continuam a revelar prudência devido ao impacto económico que poderá ter a ampla e rápida propagação do novo coronavírus, tendo este sido o maior selloff (movimento de vendas) das últimas duas semanas.

 

Assim, depois de um penoso primeiro trimestre para as ações, o novo mês e novo trimestre não começou da melhor forma.

 

E amanhã poderá haver novo embate, uma vez que os economistas inquiridos pela Refinitiv estimam que os novos pedidos de subsídio de desemprego feitos na semana passada possam ter ascendido a 3,5 milhões. Se assim for, voltará a ser um novo recorde de sempre, superando os números da semana precedente.

 

Os 3,5 milhões são a média projetada pelo consenso dos economistas, havendo quem antecipe um número maior. O Bank of America Merril Lynch prevê que 5,5 milhões de norte-americanos tenham pedido subsídio, ao passo que o Barclays espera que o número seja de pelo menos cinco milhões.

 

Na semana passada foi anunciado que o número de pedidos de subsídio de desemprego disparou em 3,28 milhões na semana precedente, o que constituiu um recorde absoluto. 

Na semana passada foi anunciado que o número de pedidos de subsídio de desemprego disparou em 3,28 milhões na semana precedente, o que constituiu um recorde absoluto. 

 

Hoje saíram os dados da ADP, que avalia o setor privado não-agrícola nos Estados Unidos, e a conclusão foi a de as empresas mais pequenas do país foram as que registaram a maior perda de emprego no mês de março.

 

As empresas com um número de funcionários entre um e 19 perderam 66.000 empregos, enquanto as empresas com um intervalo entre 20 e 49 funcionários perderam 24.000. As empresas de média e grande dimensão somaram empregos, de acordo com o relatório, citado pela Dow Jones Newswires, que recolheu dados até 12 de março.

 

A ADP sublinhou que estes números ainda não refletem o impacto total da pandemia.

(notícia atualizada pela última vez às 21:41)

 

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