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Wall Street com maior queda desde Janeiro face às dificuldades da administração Trump

A perspectiva reforçada de que será difícil a Donald Trump promover os cortes fiscais prometidos, bem como o atraso na apresentação do seu plano económico, atiraram as praças americanas para o vermelho, com Wall Street a registar as maiores perdas desde Janeiro.

bolsas EUA Wall Street
Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 20:04
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O índice industrial Dow Jones encerrou a sessão desta terça-feira, 21 de Março, a perder 1,11% para 20.673,11 pontos, seguido pelo tecnológico Nasdaq Composite que terminou o doa a resvalar 1,83% para 5.793,83 pontos, com os dois índices a registarem as maiores quedas diárias desde 13 e 9 de Setembro, respectivamente. 

 

Nota ainda para o Standard & Poor’s 500 que fechou a sessão a recuar 1,24% para 2.343,98 pontos, a quarta seguida em terreno negativo, naquela que foi a primeira vez em que o S&P500 fechou uma sessão com uma queda superior a 1% desde o dia 11 de Outubro do ano passado, dia em que caiu precisamente 1,24%.

 

Uma vez mais a penalizar o sentimento em Wall Street está a convicção reforçada de que a administração liderada por Donald Trump terá dificuldades em implementar os prometidos cortes à carga fiscal que pende sobre empresas e famílias.

 

Por outro lado, também a contribuir para a crescente apreensão dos investidores está o atraso verificado na apresentação final do plano económico do novo presidente americano, que prometeu avançar com um enorme aumento da despesa pública, especialmente direccionado para a construção de grandes infra-estruturas tais como pontes, estradas e aeroportos.

Wall Street acaba por terminar o dia registando a maior queda diária desde Janeiro, enquanto o dólar regista a mais longa série de desvalorizações desde Novembro, mês em que foram realizadas as eleições presidenciais americanas.  

A penalizar de forma determinante a negociação nas principais praças americanas esteve o sector financeiro, isto depois de na semana passada a Reserva Federal ter decretado um novo aumento da taxa de juro directora.

 

Apesar de os bancos beneficiarem de taxas de juro mais elevadas, a Fed anunciou que adoptará uma abordagem menos agressiva do que alguns investidores poderiam estar à espera, garantindo que novas subidas – o banco central americano pretende decretar dois novos aumentos ainda em 2017 – obedecerão ao desempenho dos principais indicadores económicos quer nacionais quer internacionais.

 

Tendo em conta que o sector financeiro reage com facilidade à alteração das expectativas, nos últimos dias os principais bancos americanos têm vindo a acumular perdas.

 

A sessão desta terça-feira não foi excepção, com o Bank of America a desvalorizar 5,81% para 32,02 dólares, o Goldman Sachs a recuar 3,77% para 233 dólares, o Citigroup a resvalar 2,60% para 58,04 dólares e o JP Morgan a deslizar 2,94% para 87,38 dólares. 


(Notícia actualizada às 20:18)

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