Bolsa Wall Street dispara com ajuda da Apple e diminuição de receios em torno dos juros

Wall Street dispara com ajuda da Apple e diminuição de receios em torno dos juros

As bolsas do outro lado do Atlântico arrancaram a semana a prosseguir o bom movimento de sexta-feira, tendo encerrado a subir mais de 1%. Os receios em torno da subida dos juros diminuíram e a Apple está em vias de ser uma "trillion-dollar baby", o que animou a negociação.
Wall Street dispara com ajuda da Apple e diminuição de receios em torno dos juros
Scott Eells/Bloomberg
Carla Pedro 26 de fevereiro de 2018 às 21:18

O Dow Jones encerrou a sessão desta segunda-feira a subir 1,58%, para se fixar nos 25.709,27 pontos, e o Standard & Poor’s 500 acompanhou o movimento, a somar 1,18% para 2.779,60 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, valorizou 1,15% para 7.421,46 pontos.

 

A sustentar esta tendência positiva dos principais índices norte-americanos, que se ficaram em máximos de mais de três semanas, estiveram os menores receios em torno das subidas de juros este ano, isto na véspera de o novo presidente da Fed, Jerome Powell, fazer o seu primeiro discurso no Congresso na qualidade de chefe máximo do banco central.

 
Esta diminuição de receios tem aliviado o mercado e retirado pressão às obrigações, cujos juros na maturidade a 10 anos quase tocaram nos 3% na semana passada - o que fez com que os investidores desviassem muitas das suas aplicações para estes activos. 

Também amanhã haverá um outro evento a que os investidores prestarão atenção: um "Dueto da Fed" – em que a Brookings Institution promove uma conversa entre Janet Yellen e Ben Bernanke, ex-presidentes da Reserva Federal norte-americana.

 

A ajudar ao bom desempenho de Wall Street estiveram as tecnológicas, com especial destaque para a Apple, que fechou a ganhar 1,98% para 178,97 dólares, depois de na negociação intradiária ter chegado a valer 179,39 dólares – um novo recorde de fecho e um valor muito perto do seu máximo histórico de 180,10 dólares.

 

A tecnológica liderada por Tim Cook encerrou assim com uma capitalização bolsista de 908,10 mil milhões de dólares – estando novamente a ser referida como podendo ascender em breve à categoria de "trillion-dollar baby" [quando o valor de mercado a chegar ao bilião de dólares].

Neste momento, a grande questão é quem chegará primeiro a esse patamar do bilião de dólares de capitalização bolsista: a Apple ou a Amazon - sendo que a retalhista online encerrou hoje a valorizar 1,46% para 1.521,95 dólares, tendo a meio do dia atingido um novo máximo de sempre nos 1.522,84 dólares [com o 'market cap' nos 736,79 mil milhões de dólares.

A sustentar a tecnológica co-fundada por Steve Jobs esteve o facto de o investidor Warren Buffett ter dito esta segunda-feira, numa entrevista à CNBC, que a sua empresa – Berkshire Hathaway – comprou mais acções da Apple do que de qualquer outra cotada no ano passado.

 

Além disso, o célebre investidor – que no sábado apresentou os resultados do seu conglomerado e divulgou a carta anual aos accionistas – elogiou o facto de a Apple conseguir reter os consumidores no seu ecossistema do iPhone.

 

Hoje a Bloomberg, citando fontes próximas do processo, avançou que no próximo Outono a Apple deverá apresentar três novos smartphones.




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