Bolsa Wall Street em queda com agravamento dos receios em torno de guerra comercial

Wall Street em queda com agravamento dos receios em torno de guerra comercial

O tema de uma eventual guerra comercial tem concentrado as atenções dos investidores desde a semana passada. Os receios do mercado pareciam ter dado tréguas na sessão de ontem mas a demissão de um dos principais conselheiros de Trump abalou os investidores. Wall Street está em queda.
Wall Street em queda com agravamento dos receios em torno de guerra comercial
EPA
Ana Laranjeiro 07 de março de 2018 às 14:40

As principais bolsas norte-americanas arrancaram a sessão em queda, com os investidores a expressarem os seus receios em torno de uma eventual guerra comercial. O Dow Jones arrancou a sessão a recuar 1,14% para 24.600,03 pontos, o Nasdaq desce 0,68% para 7.321,789 pontos e o S&P500 desvaloriza 0,50% para 2.714,75 pontos.

Na sessão de ontem, os índices americanos encerraram o dia em alta, reflexo de uma diminuição dos receios dos investidores. Contudo, pouco depois do encerramento das praças surge a notícia que um dos principais conselheiros económicos de Donald Trump tinha pedido para deixar a administração norte-americana. E os investidores viram essa saída como um sinal de que não há marcha atrás na imposição de tarifas, o que pode então desencadear uma guerra comercial.

Gary Cohn, um dos principais conselheiros económicos do presidente dos EUA, pediu para abandonar as suas funções. No comunicado que chegou aos meios de comunicação presentes na Casa Branca, e citado pela Bloomberg, não há nenhuma referência a um desacordo em torno da política económica do país.

Contudo, fontes da agência, indicam que esta demissão surge apenas algumas horas depois de Gary Cohn ter estado na Sala Oval com Donald Trump. O presidente dos EUA terá pedido Gary Cohn que publicamente manifestasse o seu acordo quanto à imposição de taxas alfandegárias. Mas o conselheiro terá optado por não responder ao presidente dos Estados Unidos, acrescentam fontes. Além disso, e de acordo com a algumas fontes, Washington pode estar a preparar-se para apontar baterias directamente à China, alargando o conjunto de bens que podem ser sujeitos a tarifas, devido a alegados roubos de propriedade intelectual.

Andre Bakhos, da New Vines Capital LLC in Bernardsville, disse à Reuters, antes da abertura do mercado, que neste caso "os investidores receiam a falta de confiança na aplicação das tarifas por parte das pessoas da administração Trump". "Os investidores estão a tirar o risco de cima da mesa para ver que danos mais vão ser gerados na administração", acrescentou.


Cerca de 25 minutos após o arranque da sessão a Boeing recuava 0,73% para 346,36 dólares, a Caterpillar desvalorizava 1,39% para 151,61 dólares e a General Electric recuava 1,16% para 14,47 dólares, depois dos analistas do Deutsche Bank terem alertado para os impactos potenciais que a aplicação de tarifas às importações de metais podem ter.

O Facebook cede 0,15% para 179,51 dólares, a Apple recua 174,91 dólares e a Microsoft desce 0,25% para 93,09 dólares.

(Notícia actualizada pela última vez às 15:01)




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