Bolsa Wall Street ganha fôlego no final da sessão com expectativa de acordo comercial

Wall Street ganha fôlego no final da sessão com expectativa de acordo comercial

As bolsas norte-americanas conseguiram chegar à tona no fecho da sessão, apesar da entrada em vigor de tarifas alfandegárias acrescidas dos EUA sobre produtos chineses. O secretário do Tesouro disse que as negociações entre as duas maiores economias do mundo foram construtivas, o que deu algum alento aos investidores.
Wall Street ganha fôlego no final da sessão com expectativa de acordo comercial
Reuters
Carla Pedro 10 de maio de 2019 às 21:05

O Standard & Poor’s 500 encerrou a valorizar 0,37% para 2.881,40 pontos, subida esta que não foi contudo suficiente para impedir o índice de registar a sua pior semana do ano.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite avançou 0,08% para 7.916,94 pontos e o Dow Jones somou 0,44% para 25.942,37 pontos.

 

As tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China continuaram a centrar as atenções dos investidores. Uma vez que as duas maiores economias do mundo não conseguiram alcançar um acordo comercial, esta sexta-feira entraram em vigor às 00:01 de Washington (05:01 de Lisboa) novas tarifas aduaneiras sobre produtos chineses, o que levou as bolsas do outro lado do Atlântico a abrirem em baixa.

 

No passado domingo, o presidente norte-americano tinha anunciado que as tarifas de 10% sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares em produtos chineses importados pelos EUA iriam ser agravadas para 25% a partir desta sexta-feira e que "em breve" seriam impostas tarifas de 25% sobre o equivalente a mais 325 mil milhões de dólares de produtos oriundos da China.

 

A China, apesar de ameaçar responder na mesma medida, enviou a sua delegação de negociadores a Washington e as conversações prosseguiram durante os dias de quarta e quinta-feira, mas não se chegou a um entendimento. E entretanto as novas tarifas foram já impostas, mas Pequim ainda não especificou de que forma irá retaliar.

 

Hoje, o presidente norte-americano contribuiu para deteriorar o sentimento dos investidores, ao dizer que "não há pressa" num acordo comercial. Algumas horas depois, já ao final da tarde, publicou um tweet dizendo que estas tarifas vão tornar a América mais forte, e não mais débil. Mas também disse que a sua relação com o presidente chinês, Xi Jinping, continua forte e que a retirada ou não das novas tarifas dependerá do que acontecer relativamente a futuras negociações - mostrando assim alguma abertura.





 

Entretanto, perto do fecho da sessão, o secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, conseguiu acalmar um pouco os receios, ao declarar à CNBC que as conversações mantidas com a China foram "construtivas" – criando a expectativa de que acabará por haver um entendimento entre as duas partes.

 

Esta afirmação levou Wall Street para terreno positivo, se bem que com ganhos tímidos. Neste ponto, qualquer novo desenvolvimento ou declaração sobre a questão comercial entre os dois países poderá fazer mexer de imediato as bolsas para cima ou para baixo.

 

"Esta guerra comercial está agora a ficar mais séria – ou parece estar", comentou à Bloomberg o diretor de investimento do Barclays Investment Solutions, William Hobbs.

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI