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"Wall Street não parece sobrevalorizada". Lucros vão superar nível pré-covid, diz Bankinter

Os analistas do Bankinter mantêm a sua forte aposta nas bolsas norte-americanas, uma vez que os lucros gerados em 2021 serão muito superiores aos de pré-pandemia.

Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 07 de Julho de 2020 às 15:39
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O Bankinter mantém a sua aposta nos índices dos Estados Unidos, onde prevê que os lucros das cotadas disparem no próximo ano para níveis superiores aos registados na altura de pré-covid e superem as congéneres europeias, segundo os analistas do banco de investimento.

"Os resultados de 2021 das empresas americanas já serão algo superiores aos de 2019, mas tal não acontecerá no caso da Europa. Por isso, entre outras razões, Wall Street não parece sobrevalorizada", pode ler-se na nota, onde os analistas do Bankinter referem que a sua estratégia "continua centrada no mercado americano". "A capacidade para gerar lucros é o mais importante numa avaliação", rematam.

E é a temporada de resultados de 2021 que está já a guiar a avaliação que o Bankinter está a fazer às bolsas, uma vez que os de 2020 estão totalmente distorcidos pela pandemia.

De acordo com os dados recolhidos pela Refinitiv, a variação estimada dos lucros para o segundo trimestre deste ano é de -43,1%, em termos homólogos para as cotadas do S&P 500. Caso o setor da energia fosse excluído essa previsão era de -37,8%. 

Nenhum dos onze setores de Wall Street espera ver crescimentos de lucros no período entre abril e junho, relativamente ao ano anterior. Ainda assim, os setores das "utilities" e das tecnologias poderão apresentar os números mais otimistas. 

Contudo, e de acordo com a análise, "as bolsas deverão evoluir de forma muito mais lenta ao longo do segundo semestre [deste ano]. As incertezas chave são o vírus e as eleições americanas de 3 de novembro. Os preços imobiliários estarão mais pressionados do que as bolsas, que continuarão a ser a classe de ativo mais atrativa". 

Até ao momento, dos três principais índices de Wall Street um deles acumula um saldo positivo referente a este ano: o tecnológico Nasdaq Composite. Apesar disso, também o S&P 500 conseguiu esse registo positivo, mas por pouco tempo. 

No campo da economia, os analistas do banco espanhol apontam para uma retoma a partir de 2022, uma vez que o próximo ano ainda vai sofrer as consequências do fosso que a pandemia provocou na economia durante este ano. "A realidade do segundo trimestre confirma que atravessamos, conforme defendemos em março, um choque temporário, com consequências sobre 2020/21, mas que normalizará a partir de 2022. Um "novo normal", como começa a ser denominado", pode ler-se na nota divulgada pelo Bankinter.
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