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Wall Street prolonga ciclo de perdas com criação de emprego muito aquém do esperado

As principais praças dos Estados Unidos começaram o dia a negociar no vermelho, o que acontece pela quinta sessão consecutiva e que dá continuidade à mais longa série de quedas deste ano. Criação de emprego muito abaixo do esperado e abrandamento da economia global justificam pessimismo.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Março de 2019 às 14:36
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Wall Street transaciona em terreno negativo pela quinta sessão consecutiva, o que faz com que as principais praças dos Estados Unidos estejam a prolongar aquela que era já a mais longa série de perdas registada em 2019. O índice Dow Jones estreou-se na sessão desta sexta-feira, 8 de março, a recuar 0,82% para 25.263,12 pontos, tal como o Nasdaq Composite (-1,16% para 7.335,543 pontos) e o Standard & Poor's 500 (-0,78% para 2.727,42 pontos) que também começaram o dia em queda.

À apreensão provocada pelas mais recentes revisões em baixa relativas ao crescimento económico da China, Zona Euro e economia global, juntou-se esta manhã a divulgação de dados que mostram que a criação de emprego nos EUA está a perder ímpeto. 

De acordo com o Departamento do Trabalho dos EUA, a maior economia mundial criou 20 mil novos postos de trabalho em fevereiro (excluindo o setor agrícola), muito aquém dos 180 mil empregos previstos pelos economistas consultados no âmbito de uma sondagem realizada pela agência Reuters. Trata-se do pior registo desde setembro de 2017.

Também a penalizar o sentimento em Wall Street está a queda superior a 20% das exportações chinesas verificada no mês passado, a maior redução em três anos e que compara com a quebra de 4,8% prevista pelos economistas consultados pela Reuters.

Esta foi a terceira queda mensal consecutiva das exportações da China, algo que acontece num contexto de tréguas temporárias entre Pequim e Washington enquanto decorrem as negociações com vista a um acordo comercial.

Depois das notícias que apontavam para a proximidade de um acordo entre as partes, o The Wall Street Journal avançou entretanto que dado não estar iminente um compromisso, a China e os EUA têm ainda de agendar um novo encontro para prosseguir as conversações, o que está também a alimentar o pessimismo nos mercados. 

Algumas das cotadas que mais estão a pressionar são empresas mais expostas a um agravar de tarifas aduaneiras na disputa comercial EUA-China. A Boeing resvala 1,21% para 417,43 dólares, a Caterpillar desliza 1,78% para 130,43 dólares, a Nvidia perde 1,56% para 146,93 dólares e a Advanced Micro Devices a desvalorizar 2,90% para 21,44 dólares.


(Notícia atualizada às 14:41)
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