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Wall Street quebra ciclo de seis sessões no vermelho com alívio da investida chinesa

A China remediou a desvalorização que provocou na própria divisa, o yuan. Os investidores mostram algum ânimo perante um recuo numa medida que veio agravar as tensões comerciais entre Pequim e Washington.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 06 de Agosto de 2019 às 14:51
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A bolsa nova-iorquina abriu em alta, com os três principais índices a valorizar perante um recuo da China na desvalorização do yuan, uma medida tomada como retaliação face às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Os investidores seguem mais otimistas perante este alívio na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O S&P500 valoriza 0,65% para os 2.863,36 pontos, depois de seis sessões em terreno negativo e de ter descido, na última sessão, a um mínimo do início de junho e de ter registado a queda mais pronunciada desde dezembro. O Dow Jones também de afasta de mínimos da mesma altura, com uma subida de 0,55% para os 7.822,34 pontos. O tecnológico Nasdaq destaca-se nos ganhos ao somar 1,37% para os 7.832.01, invertendo também de seis sessões consecutivas de quebras.

Empresas do setor tecnológico - que são das tipicamente mais afetadas pelo conflito comercial entre os Estados Unidos e a China - destacam-se, desta forma, com ganhos expressivos. A Apple avança 1,77% para os 196,76 dólares, a "mãe" da Google, a Alphabet, sobe 1,42% para os 1.171,10 pontos e a Nvidia aprecia 1,26% para os 152,69 dólares.

As subidas seguem-se ao anúncio da parte do Banco Popular da China de que iria avançar com a venda de títulos de dívida no valor de 30 mil milhões de yuan, uma forma de mitigar a perda de valor da divisa. A moeda chinesa chegou a registar uma quebra de 2,3% no acumular dos últimos três dias e desceu abaixo da fasquia psicológica dos 7 yuans por dólar, negociando no nível mais baixo em 11 anos. 

A desvalorização do yuan foi concebida pela China como uma forma de contra-ataque perante a iniciativa da Casa Branca, anunciada na passada quinta-feira, de impor novas tarifas sobre as importações chinesas. 

A disputa na "arena" do mercado cambial tem sido acompanhada de uma troca de acusações entre os Estados Unidos e a China. O presidente Trump referiu-se à desvalorização da moeda chinesa como uma "grande violação" e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, defendeu que Pequim manipula a sua moeda para "obter ganhos concorrenciais injustos no comércio internacional". Mnuchin revelou ainda que Washington vai requerer ao Fundo Monetário Internacional que tome as ações necessárias para "eliminar" essas vantagens concorrenciais alcançadas através da desvalorização da divisa chinesa.

Já as autoridades chinesas acusaram, num editorial publicado no jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), os Estados Unidos de "destruírem deliberadamente a ordem internacional" com recurso ao "unilateralismo e protecionismo".
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