Bolsa Wall Street recua com tensões comerciais a pressionarem tecnológicas

Wall Street recua com tensões comerciais a pressionarem tecnológicas

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em baixa e uma vez mais foram as fricções comerciais que estiveram a penalizar o sentimento dos investidores, tendo o setor tecnológico sido o mais castigado à conta dos receios de uma queda dos lucros.
Wall Street recua com tensões comerciais a pressionarem tecnológicas
Reuters
Carla Pedro 14 de junho de 2019 às 21:20

Apesar de terem recuperado parte das perdas da sessão, os principais índices norte-americanos terminaram em baixa, numa altura em que melhores dados económicos sugerem que a Fed poderá não ver necessidade de cortar já os juros.

Também as previsões de menores vendas da Broadcom e as fricções comerciais EUA-China estiveram a pressionar, com o setor tecnológico em evidência pelo lado negativo.

 

O Dow Jones fechou a ceder 0,07% para 26.089,61 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,16% para 2.886,98 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite perdeu 0,52% para 7.796,66 pontos.

 

As vendas a retalho em maio nos Estados Unidos aumentaram mais do que se esperava, e também os números dos dois meses anteriores foram revistos em alta, o que mostra que o consumo está suficientemente saudável para talvez não ser preciso cortar os juros diretores – pelo menos não para já. Ainda assim, as "odds" continuam altas quanto à expectativa de uma redução de 25 pontos base da taxa de juro na próxima semana.

 

A penalizar esteve igualmente a Broadcom, que reviu em baixa as suas estimativas para as vendas anuais, justificando com os receios em torno da guerra comercial. A fabricante norte-americana de processadores encerrou com uma desvalorização de 5,57% para 265,93 dólares.

 

As fricções comerciais entre Washington e Pequim continuaram também a ser um dos fatores de pressão nas bolsas, bem como as tensões geopolíticas que se intensificam no Médio Oriente.

 

Recorde-se que o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na quarta-feira que serão aplicadas tarifas adicionais aos produtos chineses se não se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante o G-20 que se realiza a 28 e 29 de junho em Osaka (Japão). Trump ameaçou que, nesse caso, irá aumentar as tarifas aduaneiras de imediato, sugerindo que as taxas podem ir além dos 25%. 

 

Os novos receios em torno desta guerra comercial que parece não ter fim voltaram a exercer uma forte pressão sobre as tecnológicas, que receiam uma quebra dos lucros visto que boa parte das suas receitas provém das vendas para a China e também da sua produção naquele país.




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