Bolsa Wall Street recupera após ter negociado perto de mínimos de um mês

Wall Street recupera após ter negociado perto de mínimos de um mês

Wall Street arrancou a sessão a subir, após uma série de descidas. As bolsas norte-americanas negociaram perto de mínimos de um mês por causa do pessimismo a nível comercial, mas a tendência inverteu-se.
Wall Street recupera após ter negociado perto de mínimos de um mês
Reuters
Tiago Varzim 04 de dezembro de 2019 às 14:41
As bolsas norte-americanas arrancaram em terreno positivo nesta quarta-feira, 4 de dezembro, após terem negociado perto de mínimos de um mês na sessão anterior. A notícia da Bloomberg de que as negociações entre os EUA e a China estão bem encaminhadas está a compensar as declarações de ontem de Trump. 

O Dow Jones sobe 0,44% para os 27.624,08 pontos, após ter registado a pior sessão desde 8 de outubro (-1,01%). O S&P 500 - que está cerca de 2% abaixo do último máximo histórico - valoriza 0,3% para os 3.102,75 pontos e o tecnológico Nasdaq soma 0,42% para os 8.554,58 pontos.

A nível mundial, as bolsas estão a recuperar na sessão de hoje depois de várias notícias na frente comercial terem deixado os investidores nervosos. Ontem o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que poderá adiar um acordo comercial com a China para depois das eleições presidenciais de novembro de 2020, esvaziando a expectativa dos mercados de que um acordo poderia estar para breve. 

A contrariar essa tendência está a notícia de hoje da Bloomberg, com base em fontes próximas do processo, de que os EUA e a China estão perto de acordar o montante de tarifas que serão retiradas na fase um do acordo comercial, apesar das tensões entre norte-americanos e chineses por causa da situação em Hong Kong. A dúvida agora está no dia 15 de dezembro para saber se vão entrar ou não em vigor as tarifas norte-americanas sobre os bens chineses.

"Desconcerta-me que os investidores agarrem-se a todas as declarações e tweets de Trump", diz Craig Erlam, analista da OANDA Europe, à MarketWatch, argumentando que o "otimismo" do presidente norte-americano face a um acordo comercial "muda quase todos os dia e, ainda assim, os investidores são muito sensíveis a isso". "Provavelmente é o reflexo da relativa falta de outros pontos de conversa", considera. 

Quanto a dados económicos foram divulgados números sobre o mercado de trabalho norte-americano. Segundo a ADP, foram contratadas 67 mil pessoas no setor privado em novembro, o que fica significativamente abaixo das previsões dos analistas. Este é o valor mais baixo em seis meses.

Entre as cotadas, o destaque vai para as mais expostas às notícias sobre as negociações comerciais estão a recuperar, como é o caso das empresas de semicondutores. A Micron Technology, a Nvidia Corp e a Intel Corp estão a valorizar neste início de sessão.

As ações da Alphabet (dona da Google) também estão a subir, reagindo em alta à saída de Larry Page e Sergey Brin da liderança da empresa. Vão ser substituídos por Sundar Pichai.

Outro dos destaque é a subida superior a meio por cento da Tesla após os analistas do Citi terem melhorado o preço-alvo da cotada para 222 dólares, acima dos anteriores 191 dólares. Ainda assim, esse preço-alvo ainda tem implícito uma queda significativa dado que as ações fecharam nos 336,2 dólares na sessão de ontem.



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