Bolsa Wall Street regressa aos ganhos com ajuda das petrolíferas

Wall Street regressa aos ganhos com ajuda das petrolíferas

Apesar de as tensões comerciais continuarem a suscitar muitos receios, as principais bolsas norte-americanas abriram em terreno positivo, sobretudo à conta das cotadas da energia numa altura em que os preços do petróleo disparam em torno de 3%.
Wall Street regressa aos ganhos com ajuda das petrolíferas
Reuters
Carla Pedro 22 de junho de 2018 às 14:54

O Dow Jones segue a somar 0,58% para 24.603,06 pontos, depois de oito dias de perdas. O índice industrial não regista quedas durante nove dias consecutivos desde 1978 - ou seja, 40 anos.

 

Por seu lado, o Standard & Poor’s 500 avança 0,40% para 2.760,65 pontos e o índice tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,01%, a valer 7.713,25 pontos.

 

A sustentar estão sobretudo as cotadas da energia, numa altura em que as cotações do crude seguem a disparar 3% nos principais mercados internacionais.

 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) iniciou hoje em Viena uma reunião de dois dias, mas já está a ser antecipado que poderá anunciar um aumento da produção na ordem de um milhão de barris por dia – o que, efectivamente, se traduzirá em 600.000 barris diários, já que os membros do cartel não têm capacidade para incrementar a oferta naquela proporção.

 

Além disso, como se espera menos um milhão de barris por dia no mercado a partir do quarto trimestre, à conta das reduções de produção da Venezuela e do Irão, este aumento não irá compensar essa perda.

 

Os investidores continuam receosos perante as tensões comerciais, mas hoje a energia está a dar gás às bolsas do outro lado do Atlântico.

 

A Índia juntou-se à União Europeia e à China nas retaliações contra as tarifas dos EUA à importação de aço e alumínio, tendo aumentado em 20% as tarifas alfandegárias sobre as amêndoas norte-americanas.

 

"Sem sinais de negociação neste momento, o nosso cenário de base está a transitar para uma escalada adicional do conflito comercial", escreveram os analistas do Danske Bank numa nota aos clientes.

 

Existem riscos de uma deterioração adicional nas relações comerciais a partir de 30 de Junho, quando se prevê que Washington anuncie um plano para restringir os investimentos chineses para os EUA e limitar as exportações de produtos tecnológicos norte-americanos para a China, segundo o mesmo "research".




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