Bolsa Wall Street retrai-se perante tensões comerciais e receios de recessão

Wall Street retrai-se perante tensões comerciais e receios de recessão

A bolsa nova-iorquina abre imersa em pessimismo numa altura de elevada incerteza para o comércio mundial, com um acordo entre os Estados Unidos e China a parecer cada vez mais longínquo.
Wall Street retrai-se perante tensões comerciais e receios de recessão
Reuters
Ana Batalha Oliveira 12 de agosto de 2019 às 14:57

A bolsa nova-iorquina abriu em quebra, numa altura em que os investidores receiam que a guerra comercial entre Estados Unidos e China possa dar azo uma recessão económica.

O generalista S&P500 desce 0,54% para os 2.902,75 pontos, o tecnológico Nasdaq recua 0,61% para os 7.910,53 pontos e o industrial Dow Jones cede 0,68% para os 26.109,76 pontos.

Os investidores seguem cautelosos numa altura em que se acumulam "pistas" que indiciam um agravar das tensões comerciais. "Parece-me que os Estados Unidos e a China estão cada vez mais distantes um do outro e portanto da tentativa de chegar a acordo", disse Randy Frederick, presidente de trading da Charles Schwab, em declarações à Reuters.

Os receios avolumam-se depois de, na passada sexta-feira, o líder da Casa Branca ter declarado através do Twitter que não estava pronto para fazer um acordo com a China. Isto, quando se aproxima a data marcada para a aplicação de tarifas sobre os restantes 300 mil milhões de dólares em importações chinesas para os Estados Unidos. É já no próximo dia 1 de setembro.

O clima de incerteza e consequente volatilidade parece estar para ficar. "Se Trump adiar a data, podemos ter um período de acalmia, mas enquanto o assunto das tarifas estiver a pairar, pendurado, penso que a volatilidade vai continuar", prevê ainda a  Charles Schwab.

Face aos medos que têm assolado a negociação acionista, os grandes representantes do setor financeiro nos Estados Unidos seguem a perder. Os bancos sofrem numa altura em que um alívio nas taxas de juro – provocado tanto por bancos centrais, que tentam reequilibrar a economia, como pela debandada das ações – afeta as margens financeiras das instituições. O Goldman Sachs está a descer 1,74% para os 203,32 dólares, o Citigroup perde 2,35% para os 64,50 dólares, o Morgan Stanley desliza 2,31% para os 40,55 dólares e o Bank of America Merrill Lynch abate 2,93% para os 27,48 dólares.




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