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Wall Street segue Europa e também negoceia no vermelho após BCE

Os mercados acionistas estão a ser pressionados pelo avolumar de sinais de abrandamento da economia global.

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Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Março de 2019 às 14:51
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As ações norte-americanas arrancaram a sessão desta quinta-feira em queda, numa altura em que as congéneres europeias também já negoceiam em terreno negativo, com os investidores a digerirem  as medidas de política monetária anunciadas pelo Banco Central Europeu, bem como as palavras de Mario Draghi.

 

Antes da reunião do BCE os futuros sobre os índices norte-americanos apontavam para uma abertura em queda, depois chegaram a inverter para terreno positivo, mas o início de sessão foi mesmo no vermelho.

 

O Dow Jones cai 0,22% para 25.616,39 pontos e o Nasdaq cede 0,3% para 7.483,7 pontos. O S&P500  desce 0,18% para 2.766,53 pontos. Na Europa o Stoxx600 cede 0,14% para 374,95 pontos, anulando os ganhos que registou logo após o comunicado do BCE.

 

O BCE alterou o seu discurso, o que já era aguardado por vários economistas. Promete agora manter os juros em mínimos históricos até ao final de 2019 (antes apontava para o verão do próximo ano) e anunciou ainda um novo programa de financiamento para a banca.

 

O prolongamento dos juros baixos por mais tempo, bem como um novo pacote de financiamento à banca, são boas notícias para as empresas cotadas, sobretudo do setor financeiro.

 

Contudo, o BCE está a manter uma política ultra-expansionista devido aos receios de uma travagem brusca na economia europeia.  A autoridade monetária reviu em baixa as suas estimativas de crescimento, estimando agora que o PIB da Zona Euro trave ainda mais e cresça apenas 1,1% em 2019 e 1,6% em 2020. 

 

É este pessimismo com o abrandamento da economia global (ontem a OCDE reviu em baixa as projeções para as principais economias mundiais) que está a condicionar os mercados acionistas. O MSCI World, que mede o desempenho das bolsas mundiais, está hoje a cair pela quarta sessão, o que representa o pior ciclo de perdas de 2019.

 

Entre as cotadas que mais pressionam Wall Street, a Kroger afunda 11,9% depois da cadeia de supermercados ter avançado com projeções de resultados abaixo do esperado.

 

A Burlington Stores desvaloriza 7,1% depois da retalhista ter anunciado resultados que ficaram abaixo do previsto.

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