Bolsa Wall Street sobe à boleia dos salários. Economia criou mais de 300 mil empregos

Wall Street sobe à boleia dos salários. Economia criou mais de 300 mil empregos

As bolsas norte-americanas abriram em alta, a reagirem sobretudo aos dados do emprego, que diminuíram os receios de uma subida acelerada da inflação. Isto num dia em que há também novas notícias no plano político para digerir.
Wall Street sobe à boleia dos salários. Economia criou mais de 300 mil empregos
Reuters
Carla Pedro 09 de março de 2018 às 14:38

O Dow Jones segue a somar 0,60% para 24.045,25 pontos e o Standard & Poor’s 500 avança 0,56% para 2.754,25 pontos.

 

O tecnológico Nasdaq Composite acompanha o movimento de subida, com um ganho de 0,65% para se fixar nos 7.476,44 pontos.

 

Há novidades para digerir no plano político, mas são os dados robustos do emprego que estão a dominar as atenções nesta abertura de sessão.

 

No mês de Fevereiro, o crescimento do emprego nos EUA registou o maior aumento em mais de um ano e meio, segundo os dados divulgados esta sexta-feira.

 

O número de contratações – excluindo o sector agrícola – aumentou em 313.000, com o impulso a ser dado pela maior subida de empregos na construção desde 2016. Ficou, assim, bastante acima dos cerca de 100.000 novos empregos por mês que a economia norte-americana precisa de criar para manter o ritmo de crescimento junto da população em idade activa.

 

Este aumento do emprego, por si só, poderia provocar receios de uma aceleração do rimo de subida dos juros por parte da Fed, numa altura em que cresce a convicção de que este ano o banco central procederá a quatro aumentos – com o consenso do mercado a estimar que o primeiro deles seja já na reunião deste mês.

 

No entanto, os dados hoje apresentados revelam também um abrandamento no aumento dos salários, o que aponta para uma subida gradual da inflação este ano – recorde-se que a Fed estima que no final de 2018 a inflação no país possa já estar na meta de 2% definida pelo banco central, mas estes números relativos aos salários travam os receios de que o aumento dos preços se desse de forma muito acelerada.

 

Quanto ao plano político, há novidades. E os receios de uma guerra comercial entre os EUA e os seus principais parceiros comerciais continuam a centrar as atenções.

 

Ontem, as bolsas norte-americanas fecharam em alta, dada a expectativa de que afinal todos os países visados pelas tarifas sobre o aço e alumínio exportado para os Estados Unidos pudessem pedir exclusão dessas medidas. No entanto, já depois do fecho de Wall Street, Donald Trump afirmou que as medidas irão mesmo avançar e que as únicas isenções definidas são as que dizem respeito ao Canadá e México.

 

Entretanto, já depois da meia-noite em Lisboa, foi anunciado um encontro entre os líderes da Coreia do Norte e dos EUA [que poderá acontecer já em Maio], o que relançou algum optimismo, já que a aproximação de ambos poderá solucionar o impasse relativamente à desnuclearização de Pyongyang.

Do lado das quedas, destaque para a Hasbro e Mattel depois de algumas fontes terem avançado à Reuters que a Toys ‘R’ Us se está a preparar para uma potencial liquidação.

 

Também a Tesla está a perder terreno, penalizada pela saída do seu director financeiro, Eric Branderiz, e por uma nota de análise do Morgan Stanely salientando a crescente concorrência nos veículos eléctricos.




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