Bolsa Wall Street sobe mais de 1% após atingir mínimo de 3 meses  

Wall Street sobe mais de 1% após atingir mínimo de 3 meses  

A semana em Wall Street foi a pior dos últimos dois anos, com o S&P500 a cair mais de 5%. A subida na sessão de hoje só aligeirou os danos.
Wall Street sobe mais de 1% após atingir mínimo de 3 meses   
Reuters
Nuno Carregueiro 09 de fevereiro de 2018 às 21:32

A semana em Wall Street terminou como começou, com variações bruscas e repentinas nas acções. Contudo, desta vez o final da sessão foi positivo, com os índices subirem mais de 1% depois de terem tocado em mínimos de três meses.

 

O Dow Jones fechou a subir 1,38% para 24.190 pontos, tendo ao longo da sessão oscilando num intervalo de mais de mil pontos. Chegou a cair 2,1% para mínimo de três meses e atingiu uma valorização máxima de 2,19%.

 

O Nasdaq subiu 1,44% para 6.874,49 pontos e o S&P500 registou uma valorização de 1,49% para 2.619,55 pontos.

 

A sessão de hoje volta assim a ficar marcada por forte volatilidade, que tem marcado os dias em Wall Street, com um braço de ferro entre os que acreditam que a correcção deixou boas oportunidades no mercado e os que consideram que as bolsas tem espaço para continuar a recuar uma vez que os bancos centrais vão subir os juros de forma mais acelerada e tal vai penalizar a economia.

 

Contas feitas, na semana o S&P500 caiu 5,2%, o que representa o pior desempenho semanal desde Janeiro de 2016.

 

As atenções dos investidores estão agora já centradas na divulgação da inflação dos Estados Unidos, na quarta-feira, que poderá dar mais pistas sobre se são justificados os receios dos investidores com a subida rápida do índice que mede a evolução dos preços.

 

Esta sexta-feira, a Câmara dos Representantes deu luz verde ao acordo orçamental para dois anos, depois de a proposta ter sido aprovada pelo Senado, mas não a tempo de evitar um novo "shutdown" dos serviços federais. O acordo vai impulsionar os gastos federais na área da defesa e em despesas domésticas em quase 300 mil milhões de dólares, e suspender o limite ao endividamento durante um ano.  

 

As fortes descidas das acções nos Estados Unidos acontecem numa altura em que mais de metade das empresas já apresentou as suas contas relativas ao último trimestre de 2017. Até agora, 78,3% das companhias do S&P500 excedeu as estimativas de lucros.