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Wall Street em queda com cenário de incerteza na Grécia

As principais praças bolsistas norte-americanas iniciaram a semana em queda depois de este domingo o “não” ter vencido o referendo grego, um resultado que eleva o clima de incerteza em torno do futuro da Grécia.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 06 de Julho de 2015 às 14:38
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O índice Dow Jones abriu a sessão bolsista desta segunda-feira, 6 de Julho, a recuar 0,34% para 17.669,8 pontos, acompanhado pelo tecnológico Nasdaq Composite que iniciou o dia a deslizar 0,82% para 4.968,31 pontos.

 

Também o índice Standard & Poor’s 500 abriu a primeira sessão desta semana a perder 0,5% para 2.065,93 pontos. O S&P 500 desvalorizou 1,2% na semana anterior, fazendo descer para 0,9% a valorização até agora alcançada em 2015.

 

As principais praças dos Estados Unidos abrem assim no vermelho depois de na passada semana terem acumulado a maior desvalorização dos últimos três meses, pressionadas pelo desenrolar dos acontecimentos na Grécia.  

 

A penalizar Wall Street volta a estar a crise grega, cujo cenário de incerteza acabou por agravar-se na sequência da vitória do "não" no referendo realizado este domingo, 5 de Julho. A população grega rejeitou assim a proposta apresentada pelos credores a 25 de Junho, no que foi também um "não" a mais medidas de austeridade num país que ao longo dos últimos cinco anos já passou por dois programas de ajustamento.

 

Neste momento não se sabe se há ou não margem negocial para um acordo entre Atenas e as instituições. A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, François Hollande, reúnem-se hoje para discutir o problema. Um encontro preparatório da cimeira de líderes da Zona Euro marcada de emergência para amanhã, 7 de Julho.

 

Neste momento são vários os dirigentes europeus a afirmar que o referendo não facilita o encontrar de uma solução para a crise grega, ganhando peso uma solução que passe por um programa de ajuda humanitária que permita suster a crise social que se vive no país.

 

A permanência grega no euro também continua a ser uma incógnita. A Bloomberg coloca o JP Morgan, num leque que inclui outros bancos, como é o caso do britânico Barclays, que assumem o "Brexit" como cenário base de análise conjuntural.

 

A incerteza na Grécia está a suplantar os dados económicos positivos que foram divulgados ao longo da semana passada nos Estados Unidos. Na quinta-feira passada, por exemplo, um relatório do Departamento do Trabalho norte-americano mostrava que em Junho a maior economia mundial tinha criado 233 mil novos postos de trabalho.

 

Um relatório que será divulgado ainda esta segunda-feira deverá indicar uma recuperação do sector não-transformador, segundo projecção dos economistas consultados pela agência Bloomberg.

O sector financeiro é o mais penalizado nesta abertura de sessão. O Bank of America começou a sessão a ceder 1,77% para 16,729 dólares, o Citigroup a cair 1,07% para 54,78 dólares e o JP Morgan a descer 1,14% para 66,75 dólares.

 

Em sentido inverso, a Humana abriu a semana a ganhar 0,95% para 189,29 dólares depois de a Aetna ter acordado, na passada sexta-feira, a compra da sua principal concorrente no sector dos seguros de saúde por cerca de 35 mil milhões de dólares. Já a Aetna abriu a semana a desvalorizar 6,86% para 116,90 dólares. 


(Notícia actualizada às 14h49)

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