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Wall Street em queda com receios de que plano de salvamento não seja suficiente

As principais bolsas norte-americanas seguem a negociar em queda depois de ontem terem encerrado com o maior ganho dos últimos seis anos. A pressionar estão os receios de que o plano de salvamento que vai hoje ser votado pelo Senado não evite uma entrada em recessão da economia norte-americana. O Dow Jones recua 1,58% e o Nasdaq perde 1,52%.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 15:20
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As principais bolsas norte-americanas seguem a negociar em queda depois de ontem terem encerrado com o maior ganho dos últimos seis anos. A pressionar estão os receios de que o plano de salvamento que vai hoje ser votado pelo Senado não evite uma entrada em recessão da economia norte-americana. O Dow Jones recua 1,58% e o Nasdaq perde 1,52%.

O índice industrial iniciou a sessão a negociar nos 10.678,70 pontos e o tecnológico nos 2.060,17 pontos.

A queda de hoje segue-se à maior valorização dos últimos seis anos, com o Dow Jones a avançar 4,68%, o Nasdaq a subir 4,97% e o S&P500 a disparar 5,27%. Os investidores estavam a reagir de forma positiva ao facto de ainda haver uma possibilidade do plano de salvamento do sistema financeiro ser aprovado.

No entanto o sentimento do mercado na sessão de hoje está mais pessimista, temendo que as medidas que vão ser votadas esta noite não sejam suficientes para evitar que a maior economia do mundo entre em recessão.

“Mais importante do que o plano de salvamento vai ser a economia do próximo ano” afirmou Marc Faber, director da empresa que tem o mesmo nome, citado pela Bloomberg.

Também Henry Herrman, presidente executivo da Waddell & Reed Financial afirmou que “as cartas estão na mesa e a recessão está a caminho”, segundo a agência noticiosa norte-americana.

A intensificar a tendência de queda está a divulgação da produção industrial norte-americana no mês de Setembro, que caiu para o valor mais baixo desde Outubro de 2001, ao tocar nos 43,5 pontos. Em Agosto o índice registava 49,9 pontos.

O sector financeiro está a mostrar um comportamento heterogéneo com o Citigroup a ganhar 1,27% para os 20,77 dólares e a JPMorgan a avançar 0,39% para os 46,88 dólares, enquanto o Bank of America desvaloriza 1,66% para os 34,42 dólares e o Goldman Sachs perde 1,77% para os 125,73 dólares.

Em queda está também a General Electric depois do Deutsche Bank ter cortado as estimativas da empresa devido à “deterioração” da sua unidade de serviços financeiros. Os títulos seguem a desvalorizar mais de 7% para os 23,68 pontos.

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