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Wall Street fecha em queda com prolongamento da incerteza quanto à retirada dos estímulos da Fed

As minutas da Fed vieram revelar que ainda é cedo para travar os estímulos à maior economia mundial. Porém, a entidade não foi clara quanto ao “timing” certo para iniciar esta redução, indicando apenas que só deverão acontecer no final do ano.

Bloomberg
Inês Balreira inesbalreira@negocios.pt 21 de Agosto de 2013 às 21:47
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O fecho de Wall Street foi volátil. Se em reacção à divulgação das minutas da Reserva Federal as bolsas inverteram a tendência de negociação e passaram a transaccionar em terreno positivo, o fecho foi igual à abertura: no vermelho.

 

O índice industrial Dow Jones fechou a perder 0,70% para 14.897,55 pontos, acumulando o sexto dia consecutivo de perdas. Este é o maior ciclo de depreciações sucessivas desde Julho de 2012. O tecnológico Nasdaq depreciou 0,38% para 3.599,79 pontos e o S&P 500 fechou a perder 0,58% para 1.642,80 pontos.

 

Os investidores esperavam que as minutas da Fed fossem claras quanto ao início da retirada dos estímulos, mas a entidade liderada por Ben Bernanke contrariou as expectativas dos investidores e dos economistas, que acreditavam que o início da redução dos estímulos podia ocorrer já em Setembro.

 

O Comité de Operações no Mercado Aberto (FOMC, na sigla inglesa) da Fed optou por não começar já a reduzir os estímulos à economia norte-americana, indicando que ainda é cedo para tal.

 

“Quase todos os membros do comité concordaram que uma alteração ao programa ainda não é apropriada”, lê-se na minuta, citada pela Bloomberg.

 

Porém, apesar de a entidade monetária indicar que ainda é cedo para retirar o apoio à maior economia mundial, os membros do FOMC mostraram-se “bastante confortáveis” com o plano de Ben Bernanke para começar a travar os estímulos no final do ano, caso a economia continue a dar sinais de melhoria, nomeadamente o mercado laboral. Mas não indicaram quando se iniciará esse processo, prolongando o nervosismo dos investidores.

 

“As minutas da Fed continuam a demonstrar uma incerteza clara quanto ao momento em que a entidade vai começar a adoptar uma política monetária menos flexível”, afirma Erik Davidson, vice-chefe do gabinete de investimento do Wells Fargo Private Bank, à Bloomberg.

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