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Wall Street indefinida entre fusões, crises geopolíticas e dados económicos

As principais praças norte-americanas fecharam sem tendência definida numa sessão em que vários pontos de análise pesaram nas decisões dos investidores. A marcar o dia esteve a forte actividade de fusões e aquisições, as crises geopolíticas, dados sobre venda de casas e a expectativa sobre decisões da Fed.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 28 de Julho de 2014 às 21:17
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O dia ficou marcado pela diversidade de temas a influenciar as negociações bolsistas nas principais praças norte-americanas que acabaram por encerrar a sessão sem uma tendência definida.

 

O índice Dow Jones fechou a somar 0,13% para 16.982,59 pontos, acompanhado pelo Standard & Poor’s 500 que ganhou menos de 0,1% para 1.978,88 pontos.

 

Já o Nasdaq fechou o dia a perder 0,10% para 4.444,910 pontos.

 

O mercado norte-americano continua a assistir a uma forte actividade de fusões e aquisições. Em 2014 já foram executadas aquisições avaliadas em mais de 1,1 biliões de dólares, ultrapassando já o montante verificado em 2013, segundo dados avançados pela Bloomberg.

 

Já os dados sobre a venda de casas mostra que os norte-americanos compraram, em Junho, menos casas do que estimado pelos analistas.

 

Na quarta-feira a Reserva Federal deverá anunciar, no final do encontro mensal de dois dias, um novo corte do programa de estímulos à economia de 35 mil milhões para 25 mil milhões de dólares.

 

Na Fed prossegue também o debate sobre até quando deverão as taxas de juro de referência manter-se próximo de zero, numa conjuntura em que o mercado laboral evolui no sentido positivo e a inflação se aproxima da meta de 2% definida pela autoridade monetária como próxima do ideal.

 

Motivo de preocupação continua a ser o dos conflitos internacionais, com destaque para a crise entre Israel e o Hamas e para a situação na Ucrânia.

 

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral desta organização e o Presidente dos Estados Unidos juntaram-se na pretensão de exigir um cessar-fogo imediato a Telavive devido à situação limite na Faixa de Gaza.

 

Já Moscovo poderá estar à beira de novo agravar das sanções económicas impostas por Bruxelas e por Washington no seguimento da incipiente colaboração do Kremlin na avaliação do sucedido aquando da queda do avião da Malaysian Airlines. 

 

Os investidores também continuam na expectativa pela apresentação, esta semana, de resultados de cotadas como a Pfizer e a American Express. Cerca de 78% das cotadas que já apresentaram resultados superaram as estimativas dos analistas. O crescimento de lucros registados neste trimestre surge, praticamente, ao ritmo mais elevado em quase três anos.

 

A Tesla fechou a somar 0,56% para 224,82 dólares após notícias que dão conta do interesse da Panasonic em investir na fabricante de baterias.

 

A Trulia encerrou a avançar 14,71% para 64,64 dólares após a Zillow ter acordado a compra daquela por um valor de 3,5 mil milhões de dólares. A Zillow fechou a ganhar 0,92% para 160,32 dólares.

 

A Dollar Tree subiu 1,20% para 54,87 dólares depois de ter acordado a compra da rival Family Dollar num negócio em torno de 8,5 mil milhões de dólares.

 

(Notícia actualizada às 21h26m com mais informação)

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