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Wall Street paga bónus recorde a trabalhadores apesar da forte queda das acções

Os accionistas dos principais bancos americanos estão a viver o pior ano desde 2002, com perdas no valor dos títulos de 74 mil milhões de dólares (50,4 mil milhões de dólares). O que não impedirá os profissionais dos bancos de investimento de Wall Street

Negócios com Bloomberg 20 de Novembro de 2007 às 10:16
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Os accionistas dos principais bancos americanos estão a viver o pior ano desde 2002, com perdas no valor dos títulos de 74 mil milhões de dólares (50,4 mil milhões de dólares). O que não impedirá os profissionais dos bancos de investimento de Wall Street de receberem este ano, além dos salários, o maior bónus de sempre, de perto de 39 mil milhões de dólares ou 26,6 mil milhões de euros.

Esta quantia, que será dividida entre cerca de 186.000 funcionários dos bancos de investimento Goldman Sachs, Morgan Stanley, Merrill Lynch, Lehman Brothers e Bear Stearns, equivale a uma média de 201.500 dólares (137 mil euros) por trabalhador, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Os cinco maiores bancos de investimento dos EUA pagaram 36 mil milhões de dólares aos seus funcionários no ano passado.

A maior parte deste bónus virá do recorde de nove mil milhões em comissões cobradas na assessoria a operações de fusão e aquisição e de cinco mil milhões relativos à montagem de operações de dispersão em bolsa e emissões de obrigações de alto risco, conhecidas como "junk bonds".

As comissões recorde recebidas pelos bancos ajudam a explicar porque 2007 ficará como o segundo ano mais lucrativo do sector, mesmo com as perdas provocadas pela crise no mercado de crédito hipotecário de alto risco ("subprime") que provocaram prejuízos na Merrill Lynch e Bear Stearns. A última vez que os bónus dos trabalhadores do sector da banca recuaram foi em 2002, quando o índice Standard & Poor"s 500 caiu 23% e as empresas Enron Corp. e WorldCom Inc. foram à falência.

Na prática, os lucros recorde da Goldman Sachs e a subida dos resultados da Morgan Stanley obrigam o resto da indústria a nivelar por cima, de forma a manterem os seus melhores profissionais. De acordo com uma consultora imobiliária, o preço dos apartamentos de "super-luxo" em Nova Iorque (com um valor superior a 10 milhões de dólares) atingiram este ano um máximo histórico.

John Thain, escolhido para substituir Stan O"Neil à frente da Merrill Lynch, depois da empresa ter apresentado um prejuízo de 2,25 milhões no terceiro trimestre devido aos investimentos no "subprime", vai receber 44 mil milhões de dólares em dinheiro e acções, num período de cinco anos. E já se pronunicou sobre o sensível tema dos bónus: os funcionários com melhor desempenho receberão os bónus, enquanto que aqueles envolvidos no negócio do "subprime" serão penalizados.

De acordo com o Options Group, 70% dos bónus desde ano serão através da entrega de acções e não em dinheiro, mais 50% que em 2006.

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