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Wolfensohn diz que perdas com o "subprime" podem atingir 1 bilião de dólares

James Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial, diz-se "pessimista" quanto ao cenário para os mercados financeiros e prevê que as perdas da banca com a crise global do crédito atinjam um bilião de dólares.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Abril de 2008 às 16:01
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James Wolfensohn, ex-presidente do Banco Mundial, diz-se "pessimista" quanto ao cenário para os mercados financeiros e prevê que as perdas da banca com a crise global do crédito atinjam um bilião de dólares.

"Estou mais pessimista do que optimista", afirmou Wolfensohn hoje em entrevista à Bloomberg. "Isso não significa necessariamente um ‘crash’, mas significa que ainda não estamos numa situação estável. Continuam a existir perigos", acrescentou.

O sub-secretário norte-americano do Tesouro, Robert Steel, previu na semana passada que as condições mais rígidas de concessão de crédito "vão demorar a surtir efeito".

A banca a nível mundial reportou mais de 309 mil milhões de dólares em amortizações de activos e perdas com o crédito devido à crise do "subprime".

"Parece que ainda haverá um forte ajustamento a todos os níveis. As perdas globais poderão elevar-se a 1 bilião de dólares", declarou Wolfensohn. O ex-presidente do Banco Mundial salientou que não consegue recordar-se de nada semelhante à actual crise nos últimos 30 ou 40 anos.

O Fundo Monetário Internacional prevê que as perdas possam totalizar 945 mil milhões de dólares e diz que a expansão económica global este ano poderá ser a mais lenta desde 2003.

Segundo Wolfensohn, as estimativas de perdas em torno de 1 bilião de dólares são agora bastante consensuais. Wolfensohn, que é actualmente conselheiro do Citigroup, foi presidente do Banco Mundial entre 1995 e 2005.

Uma crise muito diferente das outras

"Devo dizer que, daquilo que vi em toda a minha experiência profissional, esta é uma crise muito diferente, em grande parte devido à amplitude do seu impacto nos mercados financeiros", comentou Wolfensohn à Bloomberg.

"Não creio que, em toda a minha vida profissional, tenha assistido a este tipo de desafios às grandes instituições em termos de amortizações de activos e de impacto na capitalização de mercado", acrescentou aquele responsável, afirmando que o impacto da crise do crédito deverá ser "substancial" nos EUA e no Reino Unido.

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