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Zeinal Bava está confiante no insucesso da OPA da Sonaecom

O vice-presidente da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, está confiante que a oferta pública de aquisição (OPA) de 11,8 mil milhões de euros da Sonaecom sobre o seu grupo não terá sucesso.

Negócios com Reuters 28 de Fevereiro de 2007 às 20:35
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O vice-presidente da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, está confiante que a oferta pública de aquisição (OPA) de 11,8 mil milhões de euros da Sonaecom sobre o seu grupo não terá sucesso.

Em entrevista à Reuters, Zeinal Bava refere que continua a considerar que "a oferta é inadequada", que a Sonaecom em nada mudou a sua oferta pois esta é a 10,50 euros por acção e que "a Sonaecom em nada mudou a sua estratégia".

"Tendo presente as opiniões dos investidores com quem estivemos durante o nosso ‘roadshow’, estou confiante que a 10,5 euros, a OPA da Sonaecom não terá sucesso", disse Zeinal Bava.

Esta é a resposta do grupo PT ao anúncio, ontem à noite feito pela Sonaecom que, para os accionistas da PT que recusem a oferta a 10,5 euros por acção, propõe uma distribuição mínima em "cash", através de dividendos e outras formas, de 5.700 milhões de euros, entre 2007 e 2010, ou 5,1 euros por cada acção.

A Sonaecom adiantava que igualar a proposta da Administração da PT, que se opõe a esta OPA, e que propôs aos seus accionistas 6.200 ME ou 5,6 euros por acção entre 2006 e 2009.

Quanto à proposta da PT, Bava refere que, se se excluir "o dividendo pago em 2006, será 5,1 euros por acção nos próximos três anos, com mais de 80% deste montante a ser pago em 2007, ao distribuir 0,475 euros em dividendos, um programa de aquisição de acções próprias equivalente a 1,9 por acção e o spin-off da PT Multimédia.

Adiantou que "a Sonaecom propõe entregar 5,1 euros durante quatro anos, e não três, e cerca de 30% em 2007".

A 2 de Março, realiza-se a decisiva Assembleia Geral da PT que deliberará o fim dos 10% de limite de votos de cada accionista, uma condição "sine qua non" para o sucesso da OPA e tendo a Sonaecom que assegurar dois-terços dos votos favoráveis.

Alguns accionistas da PT, que têm cerca de 20% do capital desta, já anunciaram que não venderiam na OPA a 10,5 euros por acção.

"São accionistas que reconhecem que existe valor a longo prazo na PT", disse Zeinal Bava.

"Quem adquiriu as acções, nos últimos dias, não pode participar na AG pelo que, ao comprar as acções da PT, está a demonstrar confiança na nossa capacidade para criar mais valor no futuro", adiantou.

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