Fundos de investimento BCP volta a ser a ação preferida dos fundos portugueses

BCP volta a ser a ação preferida dos fundos portugueses

Os fundos de investimento portugueses reforçaram ligeiramente a aposta na bolsa nacional em outubro, mês em que o BCP voltou a ser a ação preferida.
BCP volta a ser a ação preferida dos fundos portugueses
Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro 18 de novembro de 2019 às 14:08

O Banco Comercial Português voltou em outubro a ser a cotada portuguesa com maior peso nas carteiras dos fundos de investimento mobiliários (FIM) nacionais.

 

De acordo com um relatório publicado esta segunda-feira, 18 de novembro, pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, os FIM tinham aplicados 13,1 milhões de euros em ações do BCP, o que representa um reforço de 9% face a Setembro e 9% do total aplicado pelos fundos em ações nacionais.     

 

No início do ano BCP figurava habitualmente no topo das ações preferidas dos FIM nacionais, mas perdeu esse estatuto em julho. Desde então o investimento no BCP baixou todos os meses, até atingir 12,1 milhões em setembro, mês em que era apenas a quinta ação com maior peso nas carteiras.

 

A Navigator, que era a preferida em setembro, passa para a segunda posição em outubro, com o investimento na cotada de pasta e papel a baixar 2,1% para 12,8 milhões de euros.

A Nos fecha o pódio, com um aumento do investimento de 5,4% para 12,5 milhões de euros.  

 

Os FIM nacionais tinham em outubro 145,5 milhões de euros investidos em ações da bolsa portuguesa, o que representa um aumento ligeiro de 0,8%. Nas ações estrangeiras o reforço também aumentou 0,8%, mas o valor é substancialmente superior (1.542 milhões de euros).

 

Nas ações europeias a espanhola Inditex é a preferida dos FIM portugueses, com um investimento de 44,3 milhões de euros. Segue-se a LVHM e a Siemens.

 

Nas ações fora da UE as tecnológicas norte-americanas dominam as preferências dos gestores de fundos portugueses. Têm 50,2 milhões de euros investidos na Apple e 43,9 milhões de euros na Microsoft, sendo que a Intel e a Alphabet também surgem no top10.

 

O mercado de ações norte-americano é de longe o preferido dos FIM portugueses, com as aplicações a estabilizarem em 762,6 milhões de euros (45,1% do total) em outubro.

 

No que respeita à dívida pública, o valor das aplicações em obrigações soberanas portuguesas cresceu 15,8% para 247,4 milhões de euros. Nas obrigações soberanas estrangeiras recuou 3,3%, destacando-se a descida de 5,8% para 464 milhões de euros na dívida italiana.     

 

As sociedades gestoras com as maiores quotas de mercado em outubro foram a Caixa Gestão de Ativos (34,0%), a BPI Gestão de Activos (20,5%) e a Santander Asset Management (17,9%).




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