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Carlyle Group: “Sempre que se puder, deve-se comprar” empresas na Europa

David Rubinstein parece indiferente aos receios de agravamento da crise orçamental, que emergiram depois do resultado das eleições em Itália, recomendando aos seus pares que procurem comprar activos na Europa. “Veremos vendedores aflitos a alienar bens a preços de [execução] judicial”, defende.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 17:48
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Durante a conferência “SuperReturn”, o David Rubenstein, co-fundador do Carlyle Group, recomendou a alguns dos gestores de fundos de “private equity” que aproveitem as oportunidades de comprar activos a preços de saldo, na Europa.

 

O investidor demonstrou-se indiferente à incerteza gerada pelo resultado das eleições em Itália e pelos receios de que a crise orçamental volte a reflectir-se nos mercados de capitais. O ambiente de crise económica e a redução dos balanços dos bancos permitem comprar activos a desconto.

 

“Sempre que se puder comprar activos a uma entidade governamental na Europa, deve-se fazê-lo”, disse David Rubenstein aos participantes na conferência que reúne gestores de fundos “private equity” – fundos ou privados que investem em empresas cujo capital não está cotado em bolsa. “Veremos vendedores aflitos a alienar bens a preços de [execução] judicial”, acrescentou.

 

Nenhuma região terá tantas vendas a desconto como a Europa

 

Na conferência de há um ano, o investidor dissera que a Europa “é uma um das grandes oportunidades de investimento no mundo” porque nenhuma outra região do mundo “vai ver uma quantidade tão grande de activos vendidos a desconto”. Os investidores devem privilegiar o investimento em empresas com actividade fora de Europa, já que diversificam o risco, acrescentou na conferência desta quarta-feira.

 

O co-fundador do grupo Carlyle não foi o único a advogar que os gestores de fundos devem procurar oportunidades no Velho Continente. O responsável europeu do Blackstone para o investimento em “private equity”, Lionel Assant, disse que Espanha é um mercado muito atractivo.

 

O desemprego e a recessão não são preocupações para quem investe no longo prazo. “Não existem dúvidas de que Espanha vai recuperar, é só uma questão de quando”, disse Assant.

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