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Fundo de pensões da Segurança Social entre os 300 maiores do mundo

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) regista a 247ª posição entre os 300 maiores fundos de pensões a nível mundial, com 6,8 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) em activos, segundo resultados do estudo, referente a

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 14 de Outubro de 2004 às 12:38
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O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) regista a 247ª posição entre os 300 maiores fundos de pensões a nível mundial, com 6,8 mil milhões de dólares (5,5 mil milhões de euros) em activos, segundo resultados do estudo, referente a 2003, conduzido conjuntamente pela Watson Wyatt e pela publicação "Pensions & Investments".

O FEFSS é o fundo público de capitalização que foi criado para fazer face às dificuldades financeiras do sistema de repartição da Segurança Social, previsíveis para daqui a alguns anos.

Segundo noticiou o Jornal de Negócios recentemente, este fundo público registou um desempenho superior aos fundos privados portugueses nos últimos 10 anos.

Segundo o estudo relativo aos 300 maiores fundos de pensões, incluindo fundos não estritamente de pensões mas com objectivos similares, o fundo que ficou em primeiro lugar no «ranking» foi o japonês «Government Pension Investment», com 418,97 mil milhões de dólares (339,4 mil milhões de euros) em activos, tendo o último lugar pertencido ao fundo «Montana Board of Investments» com 5,6 mil milhões de dólares em activos (4,5 mil milhões de euros)

Segundo a mesma fonte, o conjunto dos activos geridos pelos fundos de pensões cresceram 19% para os 6,6 biliões (5,3 biliões de euros), no ano em análise, «quebrando o anterior recorde» – de 6,2 biliões de dólares (cinco biliões de euros) – atingidos em 2002.

«Os grandes aumentos nos fundos ocorreram nos países mais consistentes com a recuperação geral dos mercados», explica o estudo, salientando que durante o ano, «que foi caracterizado pela subida dos mercados de acções e pela desvalorização contínua do dólar, foram os fundos que fora dos EUA, com posições significativas no mercado accionista, que atingiram o maior crescimento, quando medido em dólares».

A mesma fonte explica que «o domínio dos fundos dos Estados Unidos da América voltou a cair no ‘ranking’, seguindo a tendência dos últimos anos, com a sua quota de mercado a diminuir quase 2% durante o ano para, 52,6%».

«A desvalorização contínua do dólar face às principais moedas teve um impacto significativo no ‘ranking’», salienta o comunicado, acrescentando que como resultado, os restantes fundos «foram mais fortes».

A nível mais detalhado houve duas alterações nos 20 maiores fundos de pensões com as entradas do IBM, dos Estados Unidos da América e do PGGM, na Holanda. Em relação às taxas de concentração por país, os Estados Unidos da América, com 53%, encontram-se em queda depois de terem atingido uma quota máxima de 66% em 2000.

Fundo público de capitalização bateu privados na última década

No início deste ano, o Jornal de Negócios avançou que FEFSS registou um desempenho superior aos fundos privados nos últimos 10 anos.

Entre 1994 e 2003, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) obteve uma taxa de rentabilidade nominal de 6,34%, acima do retorno mediano dos fundos de pensões privados, medida pela consultora internacional William Mercer, de 6,2%.

Em 2003, o fundo da Segurança Social registou uma rentabilidade nominal de 6,4%, o que, em termos reais (descontando o efeito da inflação) se traduz numa taxa de retorno de 4,45%. Esta taxa significa, na prática, que os responsáveis pelo IGFCSS conseguiram, através das suas aplicações financeiras, engordar o FEFSS em 310,4 milhões de euros.

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