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Fundos árabes estarão interessados nas privatizações portuguesas

Os fundos Qatar Holding e Mubadala estiveram em Portugal para avaliar o investimento em empresas portuguesas. Os interesses vão desde as companhias que farão parte de futuras privatizações a companhias das áreas do turismo, renováveis e tecnologias, avança o jornal "i".

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 09:42
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As empresas mais apelativas, segundo o mesmo jornal que cita fonte conhecedora das negociações, são aquelas que constam do plano de privatizações (EDP, REN e ANA), tecnológicas como a Ydreams e a Alert e outras nas áreas das energias renováveis e turismo.

Os representantes de dois dos fundos dos Emirados Árabes Unidos, que são controlados pelas famílias reais, estiveram em Lisboa para obter informações sobre os negócios que poderão ser realizados. Estes veículos financeiros visitaram Portugal e tiveram encontros formais com o governo, em Maio, num hotel luxuoso de Lisboa.

Estes responsáveis revelaram-se muito interessados nas empresas a privatizar.

“Tivemos contactos dessa natureza e no sentido desses investimentos, nesses sectores”, confirmou ao “i” Basílio Horta, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP). O mesmo responsável acrescentou “agora a bola está do lado deles”.

A fonte do jornal, que preferiu não ser identificada, sublinhou também o interesse na Ydreams.

O presidente da AICEP confirma que “os contactos preliminares foram feitos, mas fizemos questão de sublinhar que não aceitamos que apenas queiram comprar participações em empresas das privatizações”. Quais? “Diria que os alvos mais prováveis são EDP, REN e ANA”, sublinhou Basílio Horta.

Segundo o mesmo responsável, “a nossa proposta é que se constitua um fundo misto- que alie capitais portugueses e capitais desses países-que enverede por uma estratégia mais ampla e transversal de investimento, que alcance investimentos no turismo, nas tecnologias de informação”.

O Qatar Holding é o braço principal da Qatar Investment Authority que gere um património avaliado em 65 mil milhões de dólares (50,3 mil milhões de euros). Já o Mubadala é o terceiro maior fundo do Abu Dhabi, com activos avaliados em 13 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros).

O “i” adianta, ainda, que há outros nomes de fundos a circular, apontando os contactos com o ADIA (Abu Dhabi Investment Authority), o maior fundo soberano do mundo com um património de 485,5 mil milhões de euros e, o IPIC (International Petroleum Investment Company), que gere 11 mil milhões de euros.

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