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Fundos de acções nacionais com retorno médio abaixo do PSI-20

Só três fundos de acções portuguesas valorizaram mais do que o mercado.

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 03 de Janeiro de 2008 às 11:07
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A bolsa de Lisboa teve em 2007 um dos melhores períodos dos últimos anos, apesar da turbulência que caracterizou a segunda metade do ano. O índice de referência PSI-20 valorizou 16,27% com várias empresas a atingir recordes históricos. Um desempenho positivo, que a maioria dos maioria dos gestores nacionais não conseguiu acompanhar. Em média, os fundos de acções portuguesas tiveram retornos de 15,15%. Apenas três conseguiram bater o PSI-20, com o Millennium Acções Portugal a destacar-se como o melhor do ano.

Num ano marcado pela crise financeira internacional, pelo insucesso das ofertas públicas de aquisição (OPA) do BCP sobre o BPI e da Sonaecom sobre a Portugal Telecom, assim como pela entrada de novas empresas para o mercado de capitais nacional, foram poucos os gestores que conseguiram superar a tendência do mercado. Dos sete fundos da categoria de acções nacionais, quatro tiveram valorizações abaixo do PSI-20, sendo que o Caixagest Acções Portugal registou um retorno de apenas um dígito. Este fundo gerido pelo banco do Estado foi o pior da classe em 2007, ao render 9,56%, de acordo com dados disponíveis na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Millennium Acções Portugal superou o PSI-20 em 2007
Desempenho do fundo Millennium Acções Portugal e do índice PSI-20 entre 29/12/2006 e 31/12/2007

Fonte: Bloomberg

Apesar da tendência global, houve quem tivesse conseguido superar o “benchmark” nacional. Foram os casos do Millennium Acções Portugal, o melhor no ano passado, do Santander Acções Portugal e do BPI Portugal. Uma rentabilidade de 21,99% garantiu ao fundo do Millennium bcp, gerido pela F&C Investments, o primeiro lugar da classe de acções nacionais. O desempenho é calculado com base no valor das unidades de participação (UP) entre Dezembro de 2006 e o mesmo mês de 2007, disponibilizadas pela CMVM. Seguiram-se o Santander Acções Portugal com uma valorização de 20,02%, e o BPI Portugal que rendeu 16,91%. No entanto, este desempenho do fundo do BPI refere-se ao último valor da UP disponível, que é de 28 de Dezembro.

Galp foi o segredo do fundo líder

Mas o que justificou a boa “performance” do Millennium Acções Portugal, neste ano de desafios para a maioria dos gestores? A aposta na Altri e na Soares da Costa no início do ano, e na Galp Energia sobretudo no último trimestre, como explica Pedro Pintassilgo, gestor da F&C responsável pelo fundo do Millennium bcp. (ver entrevista ao lado).

As três empresas identificadas estão entre as grandes “estrelas” da Euronext Lisbon no ano passado. A Soares da Costa foi a grande líder do ano, com as acções a dispararem 200%. Já a petrolífera foi a segunda melhor da bolsa, tendo valorizado 164,99%, enquanto a Altri surge na quinta posição. Ganhou 31,28%.

Os “segredos” de Pedro Pintassilgo foram também algumas das empresas que ganharam maior peso nas carteiras dos fundos ao longo do ano. Recorde-se que em Janeiro de 2007, a Galp Energia não estava sequer entre as dez maiores posições nos fundos nacionais. Situação que se alterou. Segundo o último relatório mensal dos fundos de investimento nacionais da CMVM, relativo a Novembro, a Galp é a segunda cotada nacional com maior peso nos fundos, ao representar 7,9% das carteiras.

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