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Gestora francesa traz os seus fundos imobiliários para Portugal

A Corum Investments vai disponibilizar dois fundos imobiliários junto dos clientes nacionais.

João Cortesão
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 10 de Outubro de 2019 às 15:40
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A Corum Investments vai começar a comercializar os seus fundos imobiliários em Portugal. A gestora francesa, que já investe em Portugal parte dos seus ativos, vai passar a disponibilizar aos clientes portugueses dois novos fundos. Com uma distribuição de rendimento mensal, os produtos surgem como uma alternativa diversificada ao investimento imobiliário direto.

Portugal é um dos mercados que já está no radar da Corum. Mas, além de investir em ativos imobiliários nacionais, a gestora vai passar a dar aos clientes nacionais a possibilidade de subscreverem os seus fundos. O Corum Origin e o Corum XL investem em imobiliário comercial, procurando entregar uma rentabilidade elevada aos seus subscritores.

De acordo com a informação divulgada pela empresa, responsável pela gestão de cerca de 3.000 milhões de euros, o Corum Origin, um fundo que investe exclusivamente na Zona Euro, entregou uma rentabilidade de 7,28% em 2018, apresentando uma taxa interna de rentabilidade a cinco anos de 5,57%. Já o Corum XL, lançado apenas em 2017, investe dentro e fora da Zona Euro e pretende entregar uma rentabilidade de 10% num horizonte temporal de 10 anos, aliando a rentabilidade dos imóveis ao evento cambial, uma vez que o fundo investe em outras divisas.

"A estratégia do fundo é muito simples: compram-se imóveis, arrendam-se e distribui-se rendimento mensalmente", explicou José Gavino, responsável para o mercado português. Para já, os fundos podem ser subscritos nos balcões do EuroBic, mas deverão passar a estar disponíveis nas plataformas online da Corum e no escritório dentro de dias, após a autorização da CMVM.

Portugal menos interessante

Em termos de oportunidades, o gestor defende que "o mercado português e espanhol podem ter chegado a um momento de preço mais elevado", mas continua a haver oportunidades. E a prova é que a gestora continua a realizar aquisições. No mercado nacional, a gestora francesa comprou recentemente um edifício onde funciona um Pingo Doce, em Grijó, em Gaia.

Mas as oportunidades estão a ser identificadas sobretudo fora dos grandes centros urbanos, onde a rentabilidade dos imóveis é maior. Apesar da subida acentuada dos preços no setor, José Gavino afasta uma situação de bolha. "As compras são sem recurso a crédito e há uma procura externa gigantesca. Há fatores que nos levam a concluir que estamos numa estagnação de preços e não numa bolha", explicou.

Por outro lado, o gestor argumenta que "os preços no segmento comercial não acompanharam a evolução do habitacional".

A qualidade dos inquilinos é outra questão-chave para que a gestora consiga manter a segurança e a estabilidade dos fundos. "Prefiro ter um Pingo Doce em Monção do que uma empresa na Avenida da Liberdade que não sabemos como vai estar no futuro", explica o responsável.

Portugal tem um peso de 3% nas carteiras de cada um dos fundos da Corum.

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