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Gestores de fundos da Mellon mantêm aposta nos mercados emergentes

A queda do mercados mundiais nos últimos meses foi uma “correcção cíclica” e não o início de um deslize prolongado, dizem os gestores de fundos da Mellon Global Investments.

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 03 de Agosto de 2006 às 06:30
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A queda do mercados mundiais nos últimos meses foi uma "correcção cíclica" e não o início de um deslize prolongado, dizem os gestores de fundos da Mellon Global Investments.

Num estudo sobre os cenários de investimento para os próximos meses, os especialistas da instituição norte-americana referem que será de esperar um abrandamento dos mercados accionistas dos EUA e a continuação das valorizações nos países emergentes, onde, adiantam os gestores de fundos, "os fundamentais se mantêm fortes".

Entre estes mercados, a Mellon destaca o Brasil, a Coreia do Sul e a Turquia como países em que as "valorizações se mantêm atractivas", sendo de esperar uma subida das cotações. Os gestores referem no entanto que o risco associado a estes países permanece elevado.

"Importa salientar que mesmo num cenário de correcção cíclica, novas vendas poderiam despoletar maior fragilidade dada a dimensão dos excessos especulativos de 2005 e 2006", lê-se o relatório. Em relação ao mercado norte-americano, a previsão dos especialistas é de uma "correcção cíclica", mas sem que haja riscos de uma queda acentuada.

"Embora em desaceleração, o crescimento de resultados continua saudável sendo a generalidade dos níveis de valorização razoáveis face ao rendimento da dívida pública norte-americana", dizem. No que toca ao resto dos mercados mundiais, a principal aposta da Mellon no continente europeu recai sobre a Espanha, um país em que, segundo a gestora de fundos, "se transacciona a múltiplos idênticos ao resto da Europa continental, no entanto os resultados estão a crescer bastante mais rápido".

A Austrália também é vista com bons olhos pelos gestores, enquanto o Japão é considerado caro uma vez que o crescimento dos lucros não justifica a elevada cotação de algumas acções, dizem os especialistas.

"Bund" alemã agrada

Os gestores da Mellon consideram que em geral as acções continuam baratas comparadas com as obrigações, mas o diferencial está a esbater-se, em resultado da subida das taxas de juro e da valorização das bolsas.

Assim, a casa de investimento diz estar a "reduzir significativamente a sobre-exposição a acções em relação às obrigações". Nesta categoria de activos, a preferência vai para as "bund", títulos de dívida da Alemanha, isto "devido ao elevado prémio de risco".

"Dado que as expectativas de inflação e os riscos são, na Alemanha, idênticos aos dos outros mercados, pensamos que o prémio de risco deverá convergir. Quando tal acontecer, as obrigações alemãs deverão ter melhor comportamento", refere o estudo.

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