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Peso da Apple no Nasdaq 100 cai de 20% para 12%

Alterações poderão tornar o índice tecnológico mais atractivo para os fundos, já que ficará menos concentrado numa única empresa.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 16:54
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O peso da Apple no índice tecnológico Nasdaq 100 vai diminuir. A partir de 2 de Maio, a evolução das acções da tecnológica co-fundada por Steve Jobs vai deixar de representar 20,49% do Nasdaq 100 e passará apenas a representar 12,33% do valor do índice.

Dentro de cada índice bolsista, seja por exemplo o Nasdaq 100 ou o PSI-20, as empresas têm um peso diferente consoante o valor em bolsa resultante da cotação. Em Portugal, é a Galp Energia a empresa que mais influencia o PSI-20 no momento. No Nasdaq, são as variações da Apple aquelas que mais peso têm.

E isso vai continuar a acontecer, já que a Apple continuará a ser a empresa com maior peso no índice. No entanto, em vez de representar um quinto do índice (20,49%) vai descer para um oitavo (12,33%).

A mudança vai acontecer na sequência da alteração que se vai registar no Nasdaq 100, a maior desde 1998. O objectivo hoje anunciado na página da empresa que gere o índice é o de adequar os pesos da capitalização bolsista de cada empresa à sua representatividade no Nasdaq 100.

Na mudança a efectuar-se no início de Maio, a segunda maior alteração será sentida pela Microsoft. A gigante informática, ao contrário da Apple, terá uma quota de 8,32%, que mais do que duplica os 3,41% actuais.

A Oracle também vê o seu valor passar de 3,32% para 6,68%, enquanto a Cisco sobe de 1,56% para 3,66%. A Google e a Amazon também ganham maior representatividade no Nasdaq 100: a primeira passa de 4,18% para 5,77%, ao passo que a gigante do comércio electrónico passará a representar 3,16% do índice, em vez dos 2,5% que marca actualmente.

Os efeitos nos fundos de investimento

“Provavelmente, isto poderá ter um efeito nos fundos internacionais, dado que a Apple é uma grande empresa a nível global”, defende Tim Schroeders, da Pengana Capital, em declarações à Bloomberg.

O gestor explica que os detentores de fundos poderão ter de rever nas suas carteiras o peso das acções da Apple e o das empresas que vão ter um aumento de representatividade. Os ETF, fundos que replicam o desempenho dos índices, e os fundos de investimento, vão assim ter de se adequar à nova distribuição de valor do Nasdaq 100. Diz Tim Schroeders, por isso, que “no curto prazo” se vai “assistir a uma pressão de venda sobre a Apple”.

No entanto, as modificações poderão tornar o Nasdaq 100 um índice mais atractivo, de acordo com Jacques Porta. “Não é bom ter um fundo conectado a um índice onde há muita concentração” numa única acção. “Não podemos gerir risco quando não há diversificação”, explicou à Bloomberg.

As acções da Apple estão em queda, ao desvalorizarem-se 0,34% para 340,04 dólares, tendo já estado a cair 1,52%.
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