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Só uma em cada cinco operações de desinvestimento gerou mais-valias no capital de risco

O ambiente macroeconómico adverso e a aposta em negócios novos, que apenas serão rentáveis dentro de alguns anos, justificam as menos-valias potenciais do capital de risco português, em 2014.

Correio da Manhã
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 20 de Novembro de 2015 às 18:34
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Os fundos de capital de risco continuam sem conseguir rentabilizar os seus investimentos. É que, segundo o relatório anual de capital de risco da CMVM, apenas uma em cada cinco operações de desinvestimento dos fundos de capital de risco gerou uma mais-valia.

O sector do capital de risco em Portugal aumentou os activos sob gestão, tendo atingido os 3,5 mil milhões de euros em 2014. No entanto, o sector continua a ter dificuldades para gerar mais-valias aquando da saída dos investimentos, com as menos-valias a atingirem quase o dobro das mais-valias, conclui o relatório anual da actividade de capital de risco da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"Quando avaliadas as operações de desinvestimento com base no valor de aquisição, apenas uma em cada cinco operações produziu mais-valia e cerca de metade registaram menos valias", diz o documento divulgado esta sexta-feira, 20 de Novembro.

O regulador do mercado de capitais português reforça novamente o facto dos fundos de capital de risco continuar a "não introduzir novas empresas no mercado de capitais", com os processos de desinvestimento a serem realizados fora da bolsa.

O mesmo documento refere que o sector apresenta "menos-valias potenciais", as quais são justificadas pela situação económica, mas também pelo facto de existir um "grande peso do investimento novo feito nos últimos anos e que só a médio ou longo prazo gerará resultados positivos".

Em termos de investimento, o capital de risco no mercado nacional direccionou mais o seu investimento para empresas nacionais, com o valor aplicado em sociedades residentes a subir, ao passo que o valor encaminhado para empresas estrangeiras diminuiu.

A CMVM acrescenta ainda que "os investimentos do capital de risco foram dirigidos fundamentalmente para sociedades gestoras de participação social não financeiras e para empresas da indústria transformadora", com os operadores do capital de risco a preferirem investimentos em sectores "menos propensos à geração de elevado valor acrescentado".

Já nas companhias cotadas, verificou-se uma ligeira descida das participações detidas pelo capital de risco nestas empresas, tendo em conta o número de participações, diz o mesmo relatório.

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