Investidor Privado Ministros do Eurogrupo tentam solução definitiva para a Grécia

Ministros do Eurogrupo tentam solução definitiva para a Grécia

Ministro alemão prometeu "solução satisfatória" para a Grécia no encontro de hoje. Em Lisboa, PT fecha época de resultados do terceiro trimestre
Ministros do Eurogrupo tentam solução definitiva para a Grécia
Edgar Caetano 26 de novembro de 2012 às 12:00
Wolfgang Schaeuble | Ministro das Finanças da Alemanha prometeu uma "solução satisfatória" para o impasse na Grécia.


O ministro das Finanças da Alemanha prometeu para a reunião extraordinária de hoje entre os ministros das Finanças do euro uma "solução satisfatória" para o impasse na Grécia. Depois dos progressos escassos no encontro da semana passada, os investidores esperam que a promessa de Wolfgang Schaeuble se concretize, caso contrário pode acentuar-se a volatilidade nos mercados do Velho Continente.

São elevadas as expectativas em torno do Eurogrupo de hoje, em que se espera uma solução para o "fosso" de financiamento na Grécia, o possível desbloqueio da próxima tranche financeira e para a questão da sustentabilidade da dívida, que tem sido "ponto de honra" para o FMI. "Neste momento, há um impasse porque o FMI insiste que a dívida só será sustentável se houver um 'perdão' também por parte dos credores internacionais, uma possibilidade que os países do Norte não querem aceitar", diz o RBC Capital Markets.

"Mas os credores europeus já mostraram disponibilidade para agir e acreditamos que pode surgir um acordo que inclua um conjunto de medidas: redução das taxas nos empréstimos bilaterais, uma moratória no pagamento de juros, uma revisão do calendário de reembolso e, possivelmente, um acordo para um 'perdão' oficial no futuro, condicionado ao desempenho da Grécia", afirma o banco.


Eurogrupo deverá trazer uma solução para o "fosso" de financiamento na Grécia, o possível desbloqueio da próxima tranche financeira e para a questão da sustentabilidade da dívida grega.


FMI insiste que a dívida só será sustentável se houver um 'perdão' também por parte dos credores internacionais.


Além da crise da dívida europeia, os investidores vão também estar atentos à divulgação de indicadores económicos capazes de marcar o rumo dos mercados financeiros, particularmente numa altura em que os volumes se reduzem em aproximação à época festiva e ao final do ano. O destaque vai para a divulgação por parte do Eurostat das sondagens mensais de confiança de empresários e consumidores. Os números saem na quinta-feira, no mesmo dia em que a Itália faz mais um leilão de dívida de longo prazo. Uma emissão em que não se esperam dificuldades, já que os mercados de dívida continuam a beneficiar do efeito positivo do anunciado plano de intervenção pelo BCE.

O Eurostat divulga também, na sexta-feira, a estimativa preliminar sobre o índice de preços no consumidor relativo a Novembro e a taxa de desemprego na União Europeia, em Outubro. A taxa deverá permanecer no máximo histórico de 11,6%, mas alguns bancos admitem uma subida de uma décima de ponto percentual, para 11,7%. No outro lado do Atlântico, o destaque vai para o Livro Bege da Reserva Federal, a divulgar quarta-feira, em que constarão as mais recentes projecções económicas do banco central norte-americano.

Em Lisboa, as atenções continuam centradas nas contas das cotadas. A Portugal Telecom fecha na sexta-feira a época de resultados do terceiro trimestre. Soares da Costa, Teixeira Duarte e Cimpor também prestam contas esta semana.




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