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3 Maneiras de beneficiar com a crise

A crise fez cair a pique o preço dos activos, sejam acções ou imobiliário. Uma boa oportunidade para quem disponha de capital próprio para investir.

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1. Acções

Cotações em níveis atractivos


As acções perderam, grosso modo, metade do seu valor ao longo do ano passado. Um desconto de 50%, como nos saldos. E os indicadores dizem que as acções estão baratas, numa perspectiva histórica. Uma das formas mais usadas para o aferir está na relação entre a cotação e os lucros por acção (PER). As acções americanas, por exemplo, estão a transaccionar com um rácio de 12,9 vezes. É preciso recuar até 1998 para encontrar um nível tão baixo. Na Europa, o PER é ainda mais baixo, inferior a 10%. Em Portugal, chega aos 11,35. Este é um motivo por que os principais bancos de investimento estão optimistas em relação ao mercado accionista, acreditando que boa parte das más notícias estão já descontadas no preço das acções e que, até ao fim do ano, os primeiros sinais de recuperação da economia acabarão por chegar.

Mas a incerteza que ainda persiste exige cautela. O PER referido é calculado com base nos resultados disponíveis dos últimos 12 meses, ou seja, até ao terceiro trimestre. Se os lucros caírem ainda mais, as acções ficarão mais caras. E se as contas forem muito piores que o anunciado ou a recessão se agravar, espera-se nova queda acentuada das bolsas.

Feitos os avisos, esta pode, de facto, ser uma oportunidade histórica para investir em acções para um investidor de perfil mais agressivo. Mas faça-o sempre numa perspectiva de longo prazo, com um horizonte mínimo de cinco anos. Se investir de forma directa, prefira sectores que compreende e empresas que conhece. E siga-as de perto.

2. Fundos

Aproveitar a diversificação


Uma das regras de ouro do investimento é a diversificação. Se acredita que as acções vão corrigir das fortes perdas de 2008 e gosta de correr riscos, uma boa opção são os fundos de investimento. Além de estar a entregar o seu dinheiro a um profissional, assegurará que ele é aplicado numa grande variedade de empresas, sectores ou mesmo regiões geográficas. Mas onde investir? Pode começar por procurar a opinião de especialistas num banco ou gestora de activos. Os principais bancos de investimento internacionais acreditam que os Estados Unidos deverão ser o primeiro país a sair da recessão, com os cortes de juro agressivos, os planos de investimento e a diminuição de impostos a surtir efeito. Daí que recomendem colocar a maior fatia do investimento nas bolsas americanas. A Europa, e em particular a Zona Euro, mais tardia na resposta, só deverá ver a “luz no fundo do túnel” mais tarde. Os mercados emergentes também merecem uma aposta. Bolsas, como a chinesa, foram particularmente penalizadas e poderão registar os maiores ganhos em caso de recuperação. O Brasil é outro país que cai bem aos olhos dos especialistas. A Morningstar disponibiliza uma base de dados com todos os fundos comercializados em Portugal, que é possível consultar em www.negocios.pt. Um bom critério de escolha é a classificação de uma a cinco estrelas, que premeia a capacidade do gestor para conseguir bons retornos com um risco mais baixo. A consistência nos primeiros lugares de rendibilidade é, também, um bom indicador.

3. Imobiliário

Tire partido da baixa de preços


O mercado imobiliário nacional está, ainda, a viver uma correcção de preços, motivada em especial pelo excesso de oferta residencial. Se isso penaliza os detentores de imóveis que os querem vender rapidamente, por outro lado constitui uma oportunidade para quem disponha de capital para investir e esteja disposto a esperar algum tempo para revender com mais-valias. O Índice Confidencial Imobiliário tinha registado, de Janeiro a Novembro de 2008, três meses de quebra na valorização dos imóveis residenciais. Mas a compra de imobiliário para fins de rendimento deve obedecer a uma análise criteriosa do mapa da oferta, quer de casas novas quer de usadas. A título de exemplo, em Julho do ano passado os imóveis novos no Algarve apresentavam uma valorização anual média de 3,2%, enquanto os usados tinham 9,4% de valorização. No mercado residencial é hoje possível encontrar preços de saldo em algumas mediadoras. Na negociação directa com os agentes imobiliários é igualmente provável conseguir apartamentos a preços 10% a 20% abaixo dos que são inicialmente pedidos pelo vendedor. Mesmo no segmento alto do mercado, os promotores imobiliários já começam a estar dispostos a negociar preços. Claramente, no cenário global de crise de crédito, quem tem capital hoje tem um argumento forte para negociar o preço de compra. Mas a realização de mais-valias na alienação do imóvel pede tempo e paciência. Para os investidores institucionais, 2009 pode reservar boas oportunidades no imobiliário de escritórios e retalho.

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