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Alta e baixa do euro, ganhar e poupar

Há sítios no mundo onde hoje podemos ir com menos dinheiro porque o euro se valorizou. Há aplicações no mundo onde podemos reproduzir as nossas poupanças porque o euro deverá cair. Parece contraditório mas não é.

Helena Garrido Helenagarrido@negocios.pt 13 de Novembro de 2008 às 13:22
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Islândia, Austrália, África do Sul e Hungria. Países que hoje estão mais acessíveis pelo efeito que a crise financeira teve na desvalorização das suas moedas em relação ao euro.

O caso mais dramático é o da Islândia. A ilha de glaciares, vulcões e geysers enfrentou repentinamente a factura da ilusão financeira. E um dos países mais prósperos do mundo precisa agora de apoios internacionais.

Para quem sonhou ir até à Islândia esta é a oportunidade. A moeda desvalorizou 80% num ano face ao euro que hoje custa cerca de 164 coroas islandesas. Para o país, delapidado de divisas, o turismo é uma das actividades fundamentais.

Mais perto está a Hungria que viu o seu forint cair 9,8%. E mais longe, com uma factura mais elevada para as viagens estão a Austrália e a África do Sul. Os dois países enfrentam também moedas mais desvalorizadas devido à fuga de investimento financeiro, em busca de melhores remunerações e menos risco.

Já os Estados Unidos, que durante o último ano foram especialmente atraentes pelo que se podia poupar com a queda do dólar, são agora mais um sítio para investir do que para gastar. Neste momento - com toda a incerteza que os tempos que correm impõem - prevê-se que a economia norte-americana entre em trajectória de recuperação económica mais cedo que a Zona Euro. Como consequência, antecipa-se um reforço da valorização do dólar o que pode permitir alguns ganhos financeiros.

São obviamente aplicações arriscadas. Quem vive na Zona euro terá de converter a sua poupança para dólares fazer o depósito - nunca ganhará grande coisa por esta via , já que a taxas norte-americanas estão próximas de zero - e esperar que o dólar suba para, aí sim, ir buscar o sue ganho em euros.

Tentar ganhar com previsões sobre a evolução das moedas tem um elevado perfil de risco. Sem um contrato de cobertura de risco, como a compra de euros a prazo, pode perder-se parte do dinheiro investido. Um qualquer acontecimento imprevisível pode acabar por alterar as perspectivas e o desvalorizar em vez de subir. Por isso este tipo de investimentos não é recomendável para quem não gosta de correr riscos.

A cobertura do risco cambial através de um contrato de compra a prazo da moeda de origem anula boa parte dos potenciais ganhos, caso o mercado esteja a funcionar bem, mas dá a segurança de se saber exactamente o que se vai (ou não) ganhar.

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