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As três cotadas mais atractivas da bolsa portuguesa

Sonae SGPS, EDP, e Semapa são as três cotadas mais atractivas da bolsa portuguesa. Três empresas que, depois de um ano "negro" nos mercados de capitais, podem ser boas "apostas" para os investidores que procuram comprar...

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Março de 2009 às 10:00
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Sonae SGPS, EDP, e Semapa são as três cotadas mais atractivas da bolsa portuguesa. Três empresas que, depois de um ano "negro" nos mercados de capitais, podem ser boas "apostas" para os investidores que procuram comprar acções a desconto. São as cotadas que mais se destacam nos três indicadores considerados pelo Negócios, empresas que, dada a baixa avaliação que apresentam, podem configurar investimentos compensadores para quem investe nas bolsas numa óptica de médio e longo prazo. É que, no curto prazo, a tendência dos mercados está ainda algo indefinida, aguardando-se por uma melhoria nas perspectivas para o desempenho da economia a nível global.

A Sonae, que apresentou na semana passada uma quebra superior a 70% dos lucros de 2008, surge como a empresa mais atractiva da bolsa portuguesa. O principal foco de interesse reside na deficiente avaliação que o mercado está a fazer da "holding" liderada por Paulo Azevedo, facto que tem sido destacado por vários analistas. O UBS sublinha que a Sonae negoceia a um desconto de 50% face ao valor líquido dos activos, enquanto o BPI continua "a acreditar que a Sonae está altamente subavaliada". A disparidade entre a cotação das acções e o valor dos activos da empresa é acentuada pela comparação com o sector na Europa.

A EDP não se destaca, especialmente, em qualquer um dos três critérios utilizados pelo Negócios. Apenas na análise da cotação face aos resultados líquidos, a empresa liderada por António Mexia consegue ganhar maior preponderância, apresentando um desconto de quase 50% face ao sector. Mas é a consistência das avaliações que coloca a eléctrica entre as cotadas mais atractivas da bolsa nacional, uma “aposta” que poderá traduzir-se em ganhos, no futuro. No entanto, importa salientar que é uma cotada de um sector defensivo, o que a torna uma boa opção em momentos mais conturbados, mas poderá gerar retornos menos acentuados na recuperação.

A Semapa completa o lote das três cotadas com avaliações mais atractivas, entre as 20 empresas do principal índice bolsista nacional. Essencialmente, consegue apresentar um elevado desconto face ao sector no indicador dos lucros sobre a cotação, e também sobre os resultados operacionais (EBITDA). A “holding”, que controla mais de 70% da Portucel,surge, no entanto, mal classificada na relação entre o valor das acções e os activos. Os títulos não reflectem a totalidade dos activos da empresa liderada por Pedro Queiroz Pereira,situação que se verifica ainda de forma mais acentuada entre as pares da Europa.

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