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BCE mantém promessa de apoio apesar de melhorias na economia

Bancos centrais concentram as atenções esta semana, que conta com a divulgação de um importante relatório sobre o mercado laboral nos EUA.

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 02 de Setembro de 2013 às 09:00
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O Banco Central Europeu deverá manter a taxa de juro no mínimo histórico de 0,5% no final da reunião do Conselho de Governadores desta semana. E, mais, deverá reiterar a "orientação futura" de manter a taxa de juro inalterada por um período prolongado, apesar de o Eurostat ter confirmado, entretanto, que a Zona Euro saiu da recessão económica. Também em destaque estará a Reserva Federal, na semana em que são divulgados os dados mensais sobre o emprego.

"Não antecipamos quaisquer alterações de política por parte do BCE na próxima reunião", diz o RBC Capital Markets em nota de investimento. "Apesar da melhoria moderada que está a verificar-se nos dados macroeconómicos, acreditamos que o BCE vai voltar a prometer que as taxas de juro vão continuar em níveis baixos por um período prolongado", acrescentam.

A reunião deste mês conta com a actualização trimestral das estimativas económicas dos técnicos do BCE, que podem reflectir alguma melhoria das perspectivas, em linha com os últimos dados da confiança e da actividade que foram divulgados. O RBC não espera, contudo, mais do que "pequenos ajustes nas estimativas económicas do ‘staff’ do BCE".

A semana conta também com a divulgação de alguns dados económicos relevantes para a Zona Euro, com destaque para os índices PMI para indústria e serviços, a divulgar na segunda e na quarta-feira, respectivamente. Na quarta-feira também, o Eurostat publica a segunda estimativa ao Produto Interno Bruto na Zona Euro, que deverá confirmar que a Zona Euro saiu da recessão técnica no segundo trimestre.

Emprego pode ser decisivo

Maior potencial para mover os mercados globais terá o relatório mensal sobre o mercado de trabalho dos EUA, os chamados "payrolls", que conta com a taxa de desemprego e a criação de novos postos de trabalho não-agrícolas. O relatório sai na sexta-feira, o último dia de uma semana mais curta já que esta segunda-feira os mercados norte-americanos estão encerrados devido ao feriado do "Labor Day".

O economista-chefe do Morgan Stanley, Vincent Reinhart, disse durante a conferência de Jackson Hole, no dia 23 de Agosto, que "só uns ‘payrolls’ maus ou uma forte queda nos mercados evitarão que a Fed comece a diminuir os estímulos à economia". Os analistas prevêem uma aceleração moderada do ritmo de criação de postos de trabalho, para a região dos 185 mil.

A eventual redução do programa de expansão monetária tem dominado as atenções nos mercados internacionais, e parece certo que Ben Bernanke dará esse passo, ainda antes do final do ano. A menos que a situação na Síria se agrave e penalize as bolsas e a economia, têm dito alguns especialistas.

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