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Como gerir os diferentes objectivos financeiros?

No nosso dia-a-dia enfrentamos muitos desafios. Entre eles, a gestão das finanças pessoais merece particular atenção. A complexidade e diversidade dos produtos financeiros é cada vez maior e a volatilidade dos mercados tem deixado muitos investidores preo

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 08:00
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No entanto, estamos simultaneamente cada vez mais conscientes da importância do planeamento financeiro individual. A maior parte de nós passa por vários momentos na vida que afectam as nossas necessidades financeiras. Para além do desafio permanente de poupar para a sua reforma, poderá ter actualmente o objectivo de curto prazo de poupar o suficiente para a entrada ou compra de uma casa. E se daqui a dois anos tiver um filho e o quiser matricular mais tarde numa universidade estrangeira? Pode parecer assustador coordenar estes diferentes objectivos num plano coerente. No entanto, existem passos concretos que pode dar para trazer ordem e controlo ao processo. Neste artigo, que terá continuidade na próxima semana, a Fidelity International explora alguns factores a considerar na definição de um plano de investimento multi-objectivos que, com ajuda de aconselhamento profissional, pode ajudá-lo a logra a sua concretização.

Reforma: não subestime os custos

Todos nós esperamos ter um nível de vida confortável na nossa reforma. Este é, geralmente, o objectivo principal e mais importante de um investidor. Idealmente, isto significa poder manter durante a reforma o estilo de vida praticado durante os anos de vida profissional activa. Poderia argumentar-se que não é necessário começar a poupar cedo para a reforma – no entanto, se não o fizer, terá “apenas” de colocar de parte 250% do seu salário anual entre os 60 e os 70 anos. Dado que é improvável que o possa fazer, é essencial começar cedo, ter expectativas realistas e comprometer-se com um plano sólido.

A maior parte dos profissionais que presta aconselhamento financeiro dá primazia ao planeamento da reforma sobre todos os outros objectivos financeiros. De facto, as pessoas pedem frequentemente dinheiro emprestado para financiar as despesas da universidade ou para comprar um carro novo, mas raramente o fazem para preparar a reforma.

Se pretende construir uma carteira de investimentos para preparar a sua reforma, comece por fazer uma estimativa do dinheiro que irá necessitar. Faça primeiro o cálculo das suas despesas correntes actuais e proceda depois aos necessários ajustamentos. Para alguns, isto significa deduzir custos como o pagamento de uma hipoteca (a partir do momento em que estiver totalmente paga), transportes ou vestuário (custos que diminuirão quando deixar de trabalhar todos os dias). Para outros, pode significar adicionar os custos de cuidar de um familiar idoso ou gastos mais avultados como viagens ou compras de luxo. Da soma resultante, subtraia qualquer rendimento regular que possa vir a receber no futuro, como por exemplo uma pensão do Estado.

Muitos consultores financeiros dispõem de “software” que pode simplificar este processo e garantir que não deixará quaisquer elementos importantes de fora dos seus cálculos. Estes programas podem identificar a “margem de poupança”, os efeitos da inflação (tanto no seu rendimento como nas despesas) e indicar-lhe o montante alvo de poupança que será necessário para financiar a sua reforma. Deverá estar ciente que as muitas variáveis em jogo (sendo a esperança de vida uma das principais) tornam este processo algo inexacto, sendo, por isso, prudente ser conservador nas suas estimativas.

“Se lhe disserem que não é realmente necessário começar a poupar cedo para a reforma pense que, se não o fizer, poderá ter de colocar de parte 250% do seu salário anual entre os 60 e os 70 anos.”

O tempo joga a seu favor , por isso, não entre em pânico a curto prazo

Os acontecimentos diários dos mercados, tais como as variações das taxas de juro, as quedas do mercado ou a incerteza política, podem afectar, no curto prazo, o valor da sua carteira. Em tais situações, tente evitar reacções exageradas que o levem a esquecer a sua estratégia, como, por exemplo, tentar prever a melhor altura para entrar ou sair do mercado ou tentar copiar o tipo de investimento que recentemente tenha tido melhor desempenho. Está comprovado que muito poucas pessoas têm sistematicamente êxito nestas abordagens pelo que, ao tentar concretizá-las, terá grandes probabilidades de afectar negativamente as hipóteses de alcançar os seus objectivos de longo prazo.

A estratégia já muito testada para as poupanças a longo prazo, passa pelo investimento numa carteira bem diversificada, adequada à sua idade e perfil de risco. A chave é não reagir no curto prazo às oscilações dos mercados, uma vez que elas provavelmente não afectarão o desempenho da sua carteira a longo prazo.

Nota:
As opiniões expressas correspondem à data do artigo e poderão ser sujeitas a alterações sem qualquer aviso. O valor dos investimentos e o rendimento deles proveniente poderá diminuir ou aumentar e o investidor poderá não recuperar o valor inicialmente investido. No caso dos fundos que investem em mercados estrangeiros, as flutuações das taxas de câmbio poderão levar a uma diminuição ou a um aumento do valor do investimento. As rendibilidades obtidas no passado não constituem garantia de obtenção de rendibilidade no futuro. A taxa de rendibilidade vigente fornece uma indicação do nível actual de rendimento. A taxa de resgate bruta fornece uma indicação das rendibilidades após deduzidos os encargos, incluindo todos os pagamentos de juros e mais-valias ou perdas realizadas. As taxas de rendibilidade não são garantidas. A referência feita neste documento a títulos específicos não deverá ser encarada como uma recomendação de compra ou venda destes títulos, estando apenas incluída com fins ilustrativos. Os investidores deverão ter presente que as opiniões expressas podem já não ser as actuais e podem ter já sido alteradas pela Fidelity. Fidelity significa Fidelity International Limited (FIL), sociedade com sede nas Bermudas, e suas sociedades subsidiárias. Os activos e os recursos em 31.03.06 são os da FIL.

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