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A instabilidade que marcou 2008 na bolsa portuguesa deverá persistir, pelo menos, na primeira metade do novo ano. A recuperação é possível, mas "cautela" continua a ser a palavra de ordem na praça nacional.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 02 de Janeiro de 2009 às 10:10
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A instabilidade que marcou 2008 na bolsa portuguesa deverá persistir, pelo menos, na primeira metade do novo ano. A recuperação é possível, mas "cautela" continua a ser a palavra de ordem na praça nacional.

"Ano novo, vida nova", diz o ditado. Mas na bolsa portuguesa, 2009 deverá trazer mais do mesmo, pelo menos na primeira metade do ano. É esta a perspectiva dos analistas, que apontam para a manutenção da situação de instabilidade e de forte volatilidade na praça lisboeta. Investir nas acções nacionais só numa perspectiva de longo-prazo e em empresas "sólidas".

O principal índice da bolsa nacional prepara-se para encerrar o ano com uma descida superior a 50%, o pior desempenho de sempre e um dos piores entre os principais mercados da Europa. Nenhuma empresa do PSI-20 foi poupada e seis das 20 perderam mais de dois terços do valor em bolsa.

Para 2009, as previsões não são animadoras. O Barclays Wealth prevê que o comportamento da Bolsa de Lisboa "continue a ser marcado pela instabilidade. A volatilidade no mercado deverá permanecer elevada durante algum tempo. Este efeito torna-se mais perigoso num mercado de pouca liquidez, como o português", alertam os analistas Luís Bravo e Matteo Fedi.



O Barcalys Wealth acredita que os "catalisadores fundamentais mais relevantes das empresas portuguesas ainda existem" mas recomenda "manter uma postura cautelosa face ao mercado accionista, sobretudo no que diz respeito a investimentos de mais curto-prazo, onde as elevadas dificuldades macroeconómicas e a elevada incerteza e risco terão o seu impacto".

O banco de investimento privilegia, assim, os títulos de empresas com maior dimensão e com balanços sólidos, porque estas "deverão conseguir resistir aos elevados níveis de volatilidade que se fazem sentir no mercado português".

O Banif Investment Bank antecipa, igualmente, um primeiro semestre de 2009 "difícil" marcado pela "continuação do processo de desalavancagem por parte de investidores e por novas correcções dos mercados" .



"A divulgação dos resultados de 2008, marcará a 'capitulação final' por parte das empresas, diante de um cenário de recessão, com novas revisões em baixa de perspectivas de crescimento e provável apresentação de planos de reestruturação", antecipa Carla Rebelo, responsável pelo "research" do Banif Investment Bank.

Para a analista, os actuais níveis de aversão ao risco por parte dos investidores só tenderão a estabilizar "quando as condições de financiamento dos bancos normalizarem", o que requer "mais aumentos de capital e condições normalizadas de acesso a financiamento de médio-prazo". A diminuição de aversão ao risco "poderá suportar um pequeno 'bear market rally'".










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