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Constitucional alemão discute legalidade do programa do BCE

Juízes vão analisar medidas de resposta das autoridades à crise da dívida. Possível diminuição dos estímulos nos EUA continua a dominar as atenções

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 11 de Junho de 2013 às 10:38
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Angela Merkel | O Tribunal Constitucional alemão discute os instrumentos europeus de combate à crise e o programa de compra de dívida pelo BCE. 

 

O Tribunal Constitucional da Alemanha volta esta semana a discutir a legalidade dos fundos europeus de emergência e do programa de compra de dívida anunciado há quase um ano pelo Banco Central Europeu. Esse é um dos factores que podem introduzir maior incerteza e volatilidade nos mercados europeus esta semana, a par da saga em torno da eventual diminuição dos estímulos nos EUA e das políticas expansionistas no Japão.


Os juízes do Tribunal Constitucional alemão estão reunidos terça e quarta-feira. "Não estamos a antecipar que as decisões possam fazer descarrilar a resposta europeia à crise da dívida e o papel que o BCE tem tido, sobretudo com o anúncio do programa de Transacções Monetárias Definitivas (OMT, na sigla original)", escreve o RBC Capital Markets em nota de antecipação da semana. "No entanto, poderá notar-se alguma incerteza nos mercados em antecipação ao acontecimento". O banco de investimento admite que deliberações definitivas possam não vir para já.


Na ausência de quaisquer eventos no plano empresarial, os mercados financeiros na Zona Euro podem virar-se também para a divulgação de alguns dados económicos na busca da próxima orientação para as bolsas. Um dos indicadores mais importantes, apesar de se referir a Abril, é o índice de produção industrial, que o Eurostat divulga quarta-feira. O RBC prevê que a produção industrial tenha subido 0,4% em Abril, liderada pelo desempenho acima do esperado da Alemanha, fazendo com que o segundo trimestre tenha começado com "ritmo sólido".


O Eurostat divulga também esta semana, na sexta-feira, o índice harmonizado de preços no consumidor na Zona Euro, que deverá confirmar que os preços subiram 1,4% em Maio, na variação anualizada.


O indicador económico com maior potencial para mexer os mercados esta semana deverá vir, contudo, dos EUA. O Departamento do Comércio publica na quinta-feira a primeira estimativa sobre as vendas a retalho nos EUA em Maio, que segundo a previsão dos economistas deverão ter subido ao ritmo mais veloz dos últimos três meses, com a subida dos mercados e do valor das casas a melhorar a confiança dos consumidores norte-americanos. O consumo responde por cerca de 70% do produto interno bruto dos EUA.


Os investidores vão continuar a reflectir nos preços das acções e de outros activos a evolução das expectativas em torno da eventual retirada dos estímulos da Reserva Federal. O presidente da Fed, Ben Bernanke, admitiu que o banco central poderá calibrar o ritmo do programa de compra de activos nos próximos meses. O que faz com que dados como as vendas a retalho e também o índice de confiança do consumidor da Universidade do Michigan sejam seguidos de perto.

 

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