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Crise em Chipre domina atenções em semana mais curta nas bolsas

BCE cortará financiamento ao sistema financeiro cipriota se não houver um acordo de resgate. Em Itália, formação de governo será tarefa difícil

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 11:33
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O impasse em Chipre volta a dominar as atenções nos mercados financeiros, numa semana mais curta em que as bolsas estarão encerradas na sexta-feira devido aos feriados da Páscoa. Termina esta segunda-feira o prazo-limite definido pelo BCE para seja acordado um programa de resgate, caso contrário será interrompida a prestação de liquidez aos bancos cipriotas.


Mesmo que esse acordo seja obtido a tempo, o que não acontecia à hora de fecho desta edição, isso não garante que a situação ficará estabilizada, já que é imprevisível a reacção dos cidadãos na reabertura dos bancos, agendada para esta terça-feira. Esta continuará a ser uma situação fluída que, apesar de na semana passada ter tido um efeito limitado nas bolsas, continuará a preocupar os investidores.


A Itália estará também em foco, após o Presidente Giorgio Napolitano ter pedido a Pier Luigi Bersani, líder do partido mais votado, para consultar os outros partidos numa tentativa de formar maioria parlamentar. Estão agendados em Itália dois leilões de dívida para esta semana, incluindo uma emissão de dívida de longo prazo na quarta-feira que será um indicador da confiança que os investidores têm na resolução do impasse que se criou em Itália depois das eleições de Fevereiro.

 

Pier Luigi Bersani deve concluir esta semana as consultas junto dos outros partidos, numa tentativa de formar maioria no Senado italiano.


Época de resultados na bolsa de Lisboa fica concluída esta semana, com as contas da Glintt, da Teixeira Duarte. Na agenda está também a assembleia-geral do BES, quarta-feira.

Capaz de mover os mercados serão também os dados económicos a divulgar esta semana na Zona Euro, com destaque para as sondagens do Eurostat à confiança de empresários e consumidores. As sondagens são publicadas na quarta-feira, um dia antes de o BCE publicar os dados mensais sobre os empréstimos ao sector privado (famílias e empresas) na Zona Euro. A semana conta também com um relatório semestral da OCDE sobre perspectivas económicas, a divulgar na quinta-feira.


Em Portugal, as projecções macroeconómicas estarão também em foco, com a divulgação na terça-feira, do Boletim Económico de Primavera, por parte do Banco de Portugal. Na agenda está também a divulgação pelo INE das taxas de juro implícitas no crédito à habitação, esta segunda-feira, e do inquérito à avaliação bancária na habitação, na terça-feira. No plano empresarial, destacam-se os resultados da Impresa, esta segunda-feira, da Teixeira Duarte, na quinta-feira, da Glintt, na terça-feira, e também a assembleia-geral do BES, na quarta-feira.


Numa semana mais curta nas bolsas, que permanecem encerradas também na segunda-feira após a Páscoa, o rumo dos mercados poderá também ser determinado pelos indicadores económicos a divulgar nos EUA. Os analistas acreditam que os dados sobre o mercado imobiliário, a publicar ao longo da semana, vão continuar a reforçar a ideia de que este sector está a ser um "motor" na recuperação económica dos EUA.

 

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