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Desemprego e inflação concentram interesse dos investidores

Os desenvolvimentos da crise em Portugal, numa altura em que aumenta a especulação de uma intervenção externa, também estarão em destaque

Desemprego e inflação concentram interesse dos investidores
Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 28 de Março de 2011 às 11:12
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Crise | A semana passada ficou marcada pelo agudizar da crise financeira e política em Portugal.
Portugal esteve, na semana passada, no centro das atenções dos mercados, depois de ter sido confirmado o chumbo do PEC IV que culminou na apresentação do pedido de demissão do primeiro-ministro.

Na semana que hoje começa, os investidores continuarão atentos ao desenrolar da crise em Portugal. Contudo, outros temas estarão em destaque, nomeadamente a evolução do emprego em ambos os lados do Atlântico e a inflação na Zona Euro, uma semana antes da reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Os últimos dias foram frenéticos para Portugal, marcados por uma sequência de acontecimentos que agravou os receios dos investidores.

O chumbo da nova vaga de medidas de austeridade pelos partidos da oposição na Assembleia da República levou José Sócrates a apresentar a demissão ao Presidente da República, Cavaco Silva.

Uma semana antes da reunião do BCE, será publicada a estimativa da taxa de inflação na Zona Euro, relativa a Março.

Entre os indicadores económicos mais relevantes da semana está a taxa de desemprego, em ambos os lados do Atlântico.
Estes acontecimentos traduziram-se num acentuar da especulação de que Portugal se verá forçado a pedir intervenção externa da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Toda esta conjuntura levou à subida dos juros da dívida pública portuguesa, que renovaram máximos desde a entrada de Portugal na Zona Euro. No final da semana, foram duas as agências de notação financeira, Fitch e Standard & Poor's, que cortaram o "rating" da dívida soberana nacional .Nesse sentido, os desenvolvimentos da crise financeira e política em Portugal continuarão a captar a atenção dos investidores nacionais e também internacionais.

Mas, outros eventos estarão em destaque na agenda dos investidores, nomeadamente indicadores das maiores economias do mundo. Deste lado do Atlântico, será conhecida a estimativa do índice de preços no consumidor, em Março. Os economistas ouvidos pela Bloomberg antecipam uma ligeira descida para os 2,3%, face aos 2,4% fixados no mês anterior. Este dado reveste-se de particular importância, uma semana antes da reunião mensal de política monetária do BCE. Na última reunião, Jean-Claude Trichet afirmou que uma subida dos juros, em Abril, era "uma possibilidade".

Posteriormente, vários membros do Conselho de Governados da autoridade monetária têm vindo a fazer declarações nesse sentido. Na semana passada, Bini Smaghi referiu que o BCE tem que ter em conta as pressões inflacionistas e que manter a taxa de referência inalterada seria "demasiado expansionista".

Outro dos dados mais importantes da semana é a taxa de desemprego da Zona Euro e dos Estados Unidos. Em ambos os casos, as estimativas são de que este indicador se tenha mantido inalterado face ao mês anterior. Na Zona Euro, a taxa de desemprego situa-se nos 9,9%, enquanto nos EUA atinge os 8,9%.
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