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Época de resultados acelera entre as cotadas da bolsa de Lisboa

EDP, Galp, Jerónimo Martins, BCP e BPI prestam contas trimestrais esta semana. Espanha continuará a marcar o rumo dos mercados na Europa

Edgar Caetano edgarcaetano@negocios.pt 23 de Julho de 2012 às 12:22
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Nuno Amado | Resultados do BCP estarão na agenda dos investidores. Analistas apontam para prejuízos elevados.


A semana na bolsa de Lisboa será marcada pela divulgação das contas trimestrais por parte de alguns dos pesos-pesados do PSI-20. Galp Energia, EDP e Jerónimo Martins são alguns dos destaques, além do BPI e do BCP. Lá fora, os destaques vão desde a Iberdrola e o Crédit Suisse até à Apple e o Facebook, na bolsa de Nova Iorque. De um modo geral, o rumo dos mercados vai continuar a ser determinado pela evolução da crise da dívida e da pressão sobre Espanha.

A época de resultados na praça lisboeta acelera na quarta-feira, com os números da Jerónimo Martins, do BPI e EDP Renováveis. No dia seguinte, é a vez da EDP e da Sonae Indústria. Aqui ao lado, também na quinta-feira, os olhos viram-se para os resultados dos pesos-pesados Iberdrola e Telefónica. Já nos EUA, o Facebook vai divulgar os primeiros resultados depois da estreia em bolsa.

Na sexta-feira, os investidores vão escrutinar os números da Galp Energia, Brisa, Zon Multimédia e BCP. Segundo os analistas do BESI, este último deverá registar prejuízos de 428 milhões no semestre devido a uma provisão relacionada com a Grécia. Mas não só: os analistas do BESI antecipam também uma quebra de 26% na margem financeira do BCP.

A evolução dos principais índices accionistas da Europa continuará, no entanto, a ser determinada pela evolução da crise em Espanha. O Estado vê os mercados fecharem-se cada vez mais para as suas emissões de dívida, uma situação que, a agravar-se, tornará impossível obter os 30% que faltam no programa de financiamento anual sem assistência externa.

Os investidores terão também oportunidade para tomar o pulso à evolução macroeconómica na Europa e também do outro lado do Atlântico. Na sexta-feira, é divulgada a estimativa rápida ao PIB dos EUA no segundo trimestre. O RBC Capital Markets estima que o produto interno bruto da maior economia do mundo tenha crescido 1,5%, "confirmando a expectativa de um crescimento modesto na primeira metade do ano". As perspectivas não são muito melhores para o segundo semestre, diz o RBC. "As eleições, a crise orçamental e o risco de novos cortes de 'rating' aos EUA podem pressionar o crescimento até ao final do ano", dizem os analistas do banco britânico.

Na Europa, o destaque no plano macroeconómico vai para os dados do BCE sobre a massa monetária (M3) e os empréstimos ao sector privado (empresas, famílias). Os indicadores são publicados na quinta-feira. Nota também para os dados PMI (índice de gestores de compras), que saem na terça-feira. "Antecipamos uma ligeira melhoria nos PMI de Julho, mas o indicador deverá manter-se abaixo dos 50 pontos", diz o RBC. Uma leitura abaixo dessa fasquia sugere uma contracção da actividade.

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