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EDP Renováveis - Pode a casa-mãe tirar a Renováveis da bolsa?

Forte queda das acções castiga investidores e deixa empresa abaixo do valor dos seus activos.

EDP Renováveis - Pode a casa-mãe tirar a Renováveis da bolsa?
Negócios negocios@negocios.pt 22 de Fevereiro de 2011 às 08:40
Ana Maria Fernandes | EDP Renováveis 44% abaixo do preço da estreia.
Iberdrola Renovables pode sair da bolsa? É uma hipótese que começa a tomar forma. Pelo menos, há analistas que acreditam que a "casa mãe", a Iberdola, pode recomprar as acções vendidas há mais de três anos. Uma medida que também poderia fazer sentido no caso da EDP Renováveis.

"Num tom mais especulativo, pensamos que não se pode excluir a possibilidade de fusão da Renovables com a Iberdrola", afirmou o Banco Santander, num "research" publicado na semana passada. No dia seguinte, o UBS advogou o mesmo cenário, para a gigante das energias renováveis.

Uma hipótese que também pode ser considerada para a congénere portuguesa que, tal como a espanhola, acumula uma forte queda em bolsa desde a oferta pública de venda (OPV), em Junho de 2008. A cotada liderada por Ana Maria Fernandes apresenta uma perda de 40%.

Jorge González Sodornil, analista do Sabadell, diz: "não podemos descartar um potencial 'buyout' da EDP Renováveis [por parte da EDP]". A empresa portuguesa "está a negociar bem abaixo do valor dos seus activos, o que supõe que a EDP pode comprá-la abaixo do custo de investimento", refere ao Negócios.

É apenas uma possibilidade. Não é o ponto central da tese de investimento dos especialistas que acompanham este sector, que encontram motivos que explicam a manutenção da Renovables e da Renováveis no mercado. "Manter estas subsidiárias na bolsa pode permitir-lhes obterem financiamento [por elas próprias] ou até dispersar mais acções", refere Jorge González Sodornil.





A venda de parte do capital da EDP Renováveis permitiu à EDP um elevado encaixe, em 2008. Colocou cerca de 22% do capital no mercado, vendendo cada uma das acções da empresa liderada por Ana Maria Fernandes a oito euros, valor que esta só superou na sessão de estreia.

Desde então, as acções têm perdido valor. No ano passado, a EDP Renováveis recuou 34,6%, um desempenho bastante mais negativo do que o apresentado pela Iberdrola Renovables que se desvalorizou 20%. A queda que deixou a eólica portuguesa a desconto face à par espanhola e explica algum do comportamento positivo recente da Renováveis.



























Este ano ganha quase 3%, menos que o índice nacional. Terminou a última semana a cotar nos 4,463 euros, 44% abaixo do valor a que as acções foram vendidas, ou seja, continuando a gerar menos-valias potenciais aos muitos investidores que participaram na OPV de 2008.

Para regressar ao ponto de partida, a EDP Renováveis tem que conseguir uma valorização bem mais expressiva. Precisa de avançar quase 80%. Mas será capaz? Os analistas não acreditam. O preço-alvo médio dos 23 bancos de investimento que seguem as acções da empresa colocam-na nos 5,99 euros.

Na melhor das hipóteses, a EDP Renováveis pode chegar aos 7,90 euros. É este o "target" mais elevado atribuído pelos analistas, neste caso do BBVA. Um dos factores que poderá contribuir para a valorização é o facto de a empresa ter prometido para este ano o pagamento do primeiro dividendo. A estimativa é a de que o valor seja de 1,3 cêntimos por acção, sendo o retorno muito pouco atractivo: 0,3%. HP
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