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Emergentes e EUA continuam atractivos

2011 será um bom ano para os mercados accionistas mundiais, com os ganhos a andarem na casa dos dois dígitos. Mas algumas regiões deverão destacar-se. EUA e mercados emergentes são aqueles que deverão registar melhores desempenhos. Na Europa, os periféricos continuarão a requerer cautela.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 23 de Dezembro de 2010 às 09:00
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10 temas de investimento do Merrill Lynch

Num ano de crescimento económico, a aposta do Merrill Lynch vai para as acções, em especial as dos EUA e dos emergentes. As matérias-primas também são aposta.

1. Economia dos EUA vai desenrascar-se
A estimativa do Bank of America Merrill Lynch é de que os EUA, a maior economia do Mundo, consiga crescer 2,3% em 2011, com parte deste crescimento a verificar-se a partir de meados do ano. Isto num ano em que os gastos das empresas serão superiores aos das famílias, dado o elevado desemprego, pelo que a inflação deverá permanecer em 1% em 2011, prevêem os analistas.

2. Crescimento global será mais lento
Depois de um crescimento de 4,9% este ano, nos próximos 12 meses deverá assistir-se a um abrandamento no ritmo, O Merrill Lynch estima que o PIB mundial aumente em 4,2%, em 2011, sendo os mercados emergentes os principais responsáveis pela evolução positiva. Deverão crescer 6,4% em 2011, com o "motor" a ser o consumo interno.

3. "Treasuries" com retorno negativo
O Bank of America Merrill Lynch está optimista para as "municipal bons" e para a dívida corporativa, nos EUA, mas o mesmo não acontece relativamente às "Treasuries". O banco prevê que estas possam apresentar retornos negativos. Com a Reserva Federal a manter os juros próximos de zero, não deverá haver grandes perdas nos mercados de dívida, mas a "yield" das "Treasuries" a 10 anos irá subir para 3,25% em 2011.

4. "Municipal bonds" serão as estrelas
Apesar de persistirem algumas dúvidas quanto ao comportamento das "municipal bonds" nos primeiros meses de 2011, a estimativa do Bank of America Merrill Lynch é de que estes títulos de dívida tenham mesmo o melhor desempenho. A baixa avaliação destas suporta o optimismo do banco, que vê como altamente improvável que se assista a qualquer tipo de situação de incumprimento.

5. Menor "spread" entre dívida de qualidade e especulativa
Com a manutenção das taxas de juro por parte da Reserva Federal dos EUA, a liquidez nos mercados de dívida continuará a suportar os ganhos. Os títulos de dívida "high yield" e de empresas dos mercados emergentes irão ter um desempenho superior ao dos títulos de maior qualidade que deverão apresentar retornos de 2,5%.


6. Acções vão subir 15%
O ciclo positivo que se iniciou nas acções em Março de 2009 ainda não terminou, segundo o Merrill Lynch. A estimativa do banco é de que as bolsas mundiais valorizem 15% em 2011, com os mercados norte-americanos e os emergentes a apresentarem retornos superiores. Os mercados "core" da Europa conseguirão avançar cerca de 15%, isto apesar dos problemas com a crise da dívida soberana nos periféricos da Zona Euro.

7. S&P 500 vai chegar aos 1.400 pontos
O Bank of America Merrill Lynch acredita que o índice de referência dos EUA, o S&P 500 conseguirá escalar até aos 1.400 pontos em 2011a a gente, com as empresas do sector energético a ser, em princípio, o que vai apresentar o melhor comportamento. A suportar esta estimativa, num base fundamental, está a análise técnica que mostra que o terceiro ano dos mandatos presidenciais tende a ser o melhor para as bolsas. Sobem, em média, 14%.

8. Grandes em vez de pequenas capitalizações
As maiores empresas são as preferidas do Bank of America Merrill Lynch. Deverão apresentar um desempenho superior ao das empresas de menor dimensão, que apresentam já elevadas avaliações. Entre as cotadas com maior capitalização, o banco prefere as que oferecem maior potencial de crescimento, devido aos maiores "dividend yields" e à maior exposição global.

9. Dólar vai fortalecer-se
Perante a crise da dívida soberana, o euro deverá ser a moeda mais fraca em 2011, podendo mesmo recuar até aos 1,20 dólares no final do próximo ano. A moeda norte-americana deverá também fortalecer-se face à divisa do Japão e contra o "yuan" da China

10. Petróleo e cobre em alta
Este foi um ano de escalada para as matérias-primas, e o Merrill Lynch acredita que a "história" vai repetir-se, revelando-se optimista para o petróleo. Deverá superar os 100 dólares, diz o banco, que antecipa também um ano de subida para o cobre e o carvão. Os metais preciosos vão manter a tendência de subida, suportados pelos receios quanto à inflação e a dívida soberana na Europa que pode levar o ouro aos 1.500 dólares. As matérias-primas agrícolas deverão desvalorizar.


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