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EUA: Energias alternativas para contrariar pessimismo

Os Estados Unidos estão em maus lençóis. A crise do "subprime", a queda da confiança dos consumidores, a forte desvalorização do dólar, a queda das vendas "online" no Natal que, por excelência, é um bom momento da Internet, tudo isto tem complicado a vida

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Dezembro de 2007 às 15:16
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Os Estados Unidos estão em maus lençóis. A crise do "subprime", a queda da confiança dos consumidores, a forte desvalorização do dólar, a queda das vendas "online" no Natal que, por excelência, é um bom momento da Internet, tudo isto tem complicado a vida dos investidores.

Este panorama cria algum pessimismo nos analistas, que preferem as grandes multinacionais. É o caso da UBS, que aposta nestas empresas pelos rendimentos provenientes do estrangeiro. Risco: se o dólar valorizar face ao euro e à libra esterlina, a atractividade das multinacionais americanas fica reduzida.

Mas a verdade é que a economia americana se tem aguentado. Muito, também, por conta da globalização. A rápida expansão do mundo em desenvolvimento criou novos mercados para os bens e serviços, vendidos a preços mais baixos por via da fraqueza do dólar. Ou seja, um dólar em queda pode não ser o fim do mundo. Assim sendo, há quem ache que em terras do "tio Sam" vai continuar a haver capacidade de absorver todos estes choques. Até porque a administração norte-americana precisa de evitar uma recessão. Há uma reputação a manter e o presidente não quer deixar má imagem na hora da partida. O seu legado dependerá disso, sublinha o ING.

Uma das razões para permanecer positivo em relação às bolsas americanas são os bons resultados das empresas. "Os lucros estão em níveis historicamente altos. Mesmo que venham a registar perdas, as empresas estão em posição de lidar com a tempestade durante algum tempo", diz o ING. A ajudar está, ainda, o facto de o índice S&P 500 ter sempre um melhor desempenho nos terceiro e quarto anos dos mandatos presidenciais.

Dada a conjuntura actual, em que sectores é, então, mais seguro investir? O HSBC elege as mudanças climáticas como o tema mais atractivo. "Não acreditamos que se trate de uma moda, pois há provas científicas de que este tema é, provavelmente, o problema ambiental mais importante do mundo. As empresas focalizadas em abordar, combater ou desenvolver soluções para compensar os efeitos das mudanças climáticas estão bem posicionadas para beneficiar disso", salienta.

Mas atenção aos avisos mais pessimistas. Segundo a Fidelity International, "vai levar tempo até que os excessos estruturais dos mercados de crédito sejam ultrapassados. Receio que, em 2008, Nova Iorque continue a ser um destino para quem quer fazer compras e não para os investidores". O ING também se mostra cauteloso: "o maior risco é que a economia americana entre em recessão. No entanto, partimos do princípio que isso não acontecerá. Os suspeitos do costume para um mercado em baixa - sobreavaliação, optimismo excessivo, fracos balanços, recessão - não estão activos".

Empresa a seguir nos EUA: Activision

Dos títulos pouco sensíveis aos principais indicadores económicos e que se espera que tenham uma boa "performance" mesmo que a economia americana desacelere, a Activision é a que lidera a lista do BNP Paribas.

A empresa norte-americana de "software", criada a 1 de Outubro de 1979 por quatro ex-colaboradores da Atari, especializou-se no mercado de videojogos e jogos de computador e tem registado um forte crescimento.

No início deste mês, os responsáveis da Activision e da sua congénere Blizzard anunciaram que vão fundir-se, num negócio avaliado em cerca de 11,2 mil milhões de euros, segundo a BBC. A nova entidade adoptará a denominação Activision Blizzard e tem como principal objectivo criar o maior grupo mundial no mercado dos videojogos, ultrapassando a Electronic Arts.

A empresa europeia de media Vivendi, que dominava a Blizzard, será a principal accionista da nova empresa. Se for aprovado pelas autoridades reguladoras dos EUA e Europa, o negócio será finalizado no próximo ano, anunciaram as duas editoras de videojogos.

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