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Europa: Grandes empresas e exposição nos países emergentes

A economia da Zona Euro apresenta sinais que sustentam as perspectivas promissoras de médio prazo para a região, apesar do menor crescimento previsto, na opinião da Fidelity International. Um cenário de recessão nos Estados Unidos pode mudar as coisas, ma

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Dezembro de 2007 às 15:18
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A economia da Zona Euro apresenta sinais que sustentam as perspectivas promissoras de médio prazo para a região, apesar do menor crescimento previsto, na opinião da Fidelity International. Um cenário de recessão nos Estados Unidos pode mudar as coisas, mas há sempre volta a dar.

Dois conselhos importantes dados pelas maiores casas de investimento do mundo: há que privilegiar as empresas com maior capitalização e vale a pena apostar em títulos com exposição nos mercados emergentes.

E quais as bolsas que poderão ter melhor comportamento? O Barclays Capital prefere a Alemanha e adverte para os retornos menores de Espanha, Irlanda e Reino Unido, por via da crise do crédito. Mas as previsões para o mercado britânico estão longe de ser unânimes.

Apesar de a maioria dos analistas prever um mau desempenho para a bolsa londrina, uma vez que a crise do crédito poderá ser mais severa em terras de Sua Majestade, o certo é que a JPMorgan faz um "upgrade" ao Reino Unido face à Zona Euro, devido ao melhor panorama para as taxas de juro e para a libra face ao euro. Crê que os últimos cinco anos de melhor "performance" da Zona Euro sobre o Reino Unido estão a terminar.

A Lehman Brothers tem a mesma opinião: "pensamos que 2008 poderá ser um ano em que o mercado britânico vai ter melhor desempenho do que os seus pares da Europa Continental, pela primeira vez desde 2003". E diz mais: "o mercado britânico é agora o nosso destino preferido entre os mercados europeus desenvolvidos. A principal razão deve--se às suas baixas avaliações. O sector do retalho, por exemplo, está avaliado a par dos níveis da recessão de inícios da década de 90".

E onde estão as oportunidades? A diversificação entre sectores e regiões é importante, sublinha o ING, que aposta em tecnologia, telecomunicações, "utilities" e energia. Além, disso, assim que a crise do crédito termine, o banco está convicto de que as financeiras voltarão a ser atractivas. Uma visão coincidente com a da Lehman.

Há um fenómeno que convém não esquecer. Chama-se "decoupling" e tem a ver com o facto de as economias mundiais já não seguirem em massa a tendência dos EUA. O rebanho não está tresmalhado, apenas já não segue cegamente um único pastor. Mas o ING afirma que o "decoupling" das economias não se aplica à evolução dos mercados accionistas. "As praças norte-americanas continuam a ser responsáveis por, aproximadamente, 50% da capitalização bolsista em todo o mundo", salienta.

Empresa a seguir na Europa: Aker Kvaerner

A Aker Kvaerner é um conglomerado anglo-norueguês de engenharia e construção, estando os seus serviços principalmente orientados para a indústria do petróleo e do gás. Trata-se da "top pick" escolhida pela JPMorgan, que salienta o facto de a empresa se diferenciar através da sua oferta de alta tecnologia em equipamento subaquático e para prospecção de hidrocarbonetos.

Na opinião da casa de investimento norte-americana, entre os impulsionadores dos preços das acções desta empresa está o facto de ser líder em tecnologia subaquática de grande profundidade, num mercado muito concentrado, e de ser uma forte interveniente na solidez do mercado da prospecção de petróleo e gás, especialmente no que diz respeito às plataformas semi-submersíveis.

Do lado dos riscos, está a possibilidade de haver atrasos nos projectos petrolíferos e gasistas que utilizam a tecnologia da empresa, que poderão levar a períodos de menor procura, se bem que de curto prazo, e a alguma volatilidade trimestral dos lucros. O preço-alvo da JPMorgan para final de Junho de 2008 é de 190 coroas norueguesas por acção.

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