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Facebook - A próxima bolha?

O investimento do Goldman Sachs avaliou a maior rede social do mundo em 50 mil milhões de dólares. 2012 será o ano da estreia em bolsa

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 09:00
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Mark Zuckerberg | Facebook chegou aos 600 milhões de utilizadores.
O Facebook ainda não estreou em bolsa e esta já é uma das operações que mais expectativa tem suscitado junto dos investidores. A crescente popularidade justifica a curiosidade. Mas, a última avaliação desta rede social, demasiado elevada segundo alguns especialistas, pode acabar por provocar a próxima bolha no seio das companhias tecnológicas.

Em seis anos, o Facebook cresceu de forma ímpar e tem já 600 milhões de utilizadores em todo o mundo. A sua colocação em bolsa foi um tema recorrente nos últimos meses e a avaliação estimada pelos especialistas foi aumentado ao longo do tempo. Inicialmente, a companhia foi avaliada em torno dos 5 mil milhões de dólares, um valor que subiu, posteriormente, para perto dos 15 mil milhões de dólares.

O recente investimento do Goldman Sachs avaliou a rede social mais popular do mundo em 50 mil milhões de dólares, mais do que o Ebay, Yahoo ou mesmo a Time Warner. Este valor é considerado muito elevado por alguns analistas que chegam a alertar para a possibilidade de uma nova bolha no seio das tecnológicas.

Martin Hutchinson sublinhou, num artigo citado pelo "Asia Times", que o acordo com o Goldman Sachs "combina os piores elementos das bolhas de 1997-2000 e 2004-07". O banqueiro de investimento com mais de 25 anos de experiência acredita que esta avaliação é "excessiva" para uma empresa de internet com receitas e perspectivas "modestas".

Os especialistas defendem, assim, que antes da aposta é necessária uma maior visibilidade sobre os riscos do negócio e estimativas de crescimento. O Goldman Sachs revelou já aos seus clientes alguns números, que superaram as expectativas do mercado. Nos primeiros nove meses de 2010, as receitas desta rede social ascenderam a 1,2 mil milhões de euros, enquanto os resultados líquidos totalizaram os 355 milhões de dólares.

2012 é o ano apontado para a estreia em bolsa. Contudo, no mesmo documento, o banco norte-americano acrescentou que o site criado por Mark Zuckerberg pretende alcançar um investimento de 1,5 mil milhões de dólares, o que acentuou a especulação de que a operação pudesse acontecer antes do esperado.

Apesar da grande popularidade deste site, nem todos parecem querer fazer parte desta que será uma operação singular. De acordo com uma sondagem publicada no site "Guardian", 66,4% dos inquiridos não investiria no Facebook se este efectuasse uma oferta pública inicial (IPO).




Depois do investimento no Facebook, o Goldman Sachs já publicou alguns indicadores relativos à actividade da rede social. Estes números superaram as previsões da generalidade dos especialistas e podem agora dissipar parte das dúvidas em relação à rentabilidade da companhia. Nos primeiros nove meses do ano passado, as suas receitas superaram os mil milhões de dólares. Os lucros foram de 355 milhões de dólares.






CONCORRENTES


1659,5%

A Snap Interactive desenvolve "software" e oferece uma aplicação num site de rede social. Em bolsa desde Outubro de 2006, acumula uma valorização de 1659,5%.



-95%
A estreia em bolsa da Cephas Holding, companhia que desenvolve redes sociais e aplicações para telemóvel, ocorreu em Março de 1999. Desde então, acumula uma queda de mais de 95%.



-90%
A Quepasa Corporation proporciona informação e conteúdos interactivos. No mercado accionista desde Junho de 1999, as suas acções já desvalorizaram mais de 90%.



-89%
Em bolsa desde Junho de 1999, a WebMediaBrands viu as suas acções afundarem mais de 89%. Esta companhia opera em comunidades online de negócios, proporcionando conteúdos e recursos.





OS PRÓXIMOS

- LinkedIn
A estreia em bolsa desta rede social associada aos perfis profissionais deverá ocorrer no primeiro trimestre deste ano.

- Groupon
A Groupon pretende entrar em bolsa até ao final deste ano e já iniciou uma ronda de contactos com diversos investidores.
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