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Fundos de índice - Uma opção para investidores preguiçosos

Detesta o “stress” dos mercados de acções? Aplique o seu dinheiro num fundo de índice e descontraia.

João Cândido da Silva joaosilva@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 08:00
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Pergunte ao gestor de uma carteira de acções que objectivo persegue na sua actividade. Uma das respostas mais frequentes será, seguramente, a de que visa bater os índices do mercado. Conseguir retornos superiores à média, tal como é expressa pelos índices de bolsa, é uma das principais metas de quem gasta o seu tempo em busca de oportunidades de investimento e a proceder a ajustamentos na composição dos portefólios que gere. Mas, para o investidor comum, tanto esforço será compensador?

A resposta será positiva se tiver tempo e disponibilidade para mudar o peso que cada fundo tem na sua carteira em função das convicções que for formando sobre a evolução futura dos mercados. Se, a prazo, conseguir rendibilidades superiores ao ritmo de crescimento dos índices de bolsa, estará no bom caminho. A questão é que há quem acredite que, a longo prazo, a gestão activa terá tão bons resultados quanto a gestão passiva. A diferença é que esta dá menos trabalho e custa menos dinheiro.

Imagine o índice MSCI World. Existe desde o início dos anos 70 do século passado e pondera o comportamento de acções de todo o mundo. Funciona, desde essa altura, como uma referência para tomar o pulso à saúde do mercado global de acções. Entre o final de Dezembro de 1970 e o mesmo período de 2007, progrediu 1.585%.

Um investidor que tivesse investido numa carteira idêntica à que serve de base de cálculo ao MSCI World teria obtido, nos últimos 37 anos, uma rendibilidade anualizada muito próxima de oito por cento. Ou seja, cada cem euros investidos naquela altura, seriam agora perto de 1.700 euros. E sem necessidade de andar permanentemente em “stress” à procura do que, em cada momento, pudesse “estar a dar”.

Esta é uma das grandes vantagens da gestão passiva. Constrói-se uma carteira de investimento que se limita a replicar um índice e deixa-se andar. No longo prazo, apesar dos períodos de depressão nas cotações, a aplicação revela-se compensadora. O índice MSCI World atravessou diversos “crashes” ao longo da sua história e, ainda assim, conseguiu chegar à actualidade com um crescimento médio notável.

Se é daqueles investidores que quer fazer aplicações a prazos prolongados, mas não tem tempo, vontade ou vocação para se preocupar com os investimentos, os fundos de índice são uma solução. Imitam a composição dos índices de mercado que lhes servem de referência o que, para quem investe, significa o mesmo que andar de automóvel mas com um motorista que sabe para onde pretende ir.

A cereja no topo do bolo está no facto de estes fundos de investimento saírem mais baratos a quem neles investe. É que as comissões de gestão são baixas em comparação com as que são cobradas pelos fundos de gestão activa.

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