Investidor Privado Ganhe dinheiro mesmo a dormir

Ganhe dinheiro mesmo a dormir

No seu terceiro livro, Pedro Queiroga Carrilho revela como os portugueses podem aumentar os seus rendimentos e fazer o dinheiro trabalhar para si.
David Almas 23 de setembro de 2010 às 09:00
Está a chegar à livrarias o terceiro livro de Pedro Queiroga Carrilho, o autor do "best-seller" "O Seu Primeiro Milhão". Depois de ensinar a poupar nas suas duas obras anteriores, em "Descubra o Milionário que Há em Si" o autor quer ajudar a multiplicar as fontes de rendimento dos seus leitores. O Negócios falou com Pedro Queiroga Carrilho sobre como os portugueses podem entrar pelo caminho do empreendedorismo.

Nos livros anteriores, "O Seu Primeiro Milhão" e "O Primeiro Milhão para Casais", ensina os portugueses a poupar. Com o "Descubra o Milionário que Há em Si" quer agora ajudar a multiplicar as fontes de rendimento. Poupar não é suficiente para chegar a milionário?
É essencial. Com a sociedade que temos hoje e os rendimentos médios que temos cá em Portugal, 960 euros brutos, poupar não chega. Os portugueses precisam de esticar os seus salários. Há muitas pessoas que já fazem tudo o que podem para poupar, mas têm de ganhar mais dinheiro. O livro convida as pessoas a serem mais empreendedoras, porque um bocadinho de mais dinheiro pode-lhes trazer mais qualidade de vida.

A maioria dos portugueses vê os seus rendimentos anuais cresceram a uma taxa próxima da inflação. Como é possível chegarem aos 30 por cento indicados no livro?
Se calhar os 30 por cento não é para todos, mas é um objectivo ousado. Temos de ser audazes com as nossas finanças. Um aumento de 10 por cento por ano dos nossos rendimentos através das estratégias de que o livro fala não é complicado. Se trabalharmos na função pública, em que não possível pedir mais aumentos ao Estado, a única forma de ganhar mais dinheiro é ter outros rendimentos complementares: imobiliário, direitos de autor, bolsa... Os 10 por cento é completamente confortável. Eu tenho conseguido ao longo dos anos aumentar bastante mais.

"Tenho várias fontes de rendimento que me permitem ganhar dinheiro mesmo enquanto durmo ", diz no livro. Todas as pessoas conseguem fazer isso?
Está acessível a todos. Na escola ensinam-nos as categorias de rendimento activas: é o nosso trabalho, é o nosso tempo, é o nosso esforço que nos faz ganhar dinheiro. Há sempre uma correlação entre tempo e dinheiro. O ideal é com o mínimo tempo possível maximizar os rendimentos. Como conseguimos fazer isso? Há outras categorias de rendimentos - chamadas de rendimentos residuais - que estão mais relacionadas com a criação de empresas, o empreendedorismo e os investimentos na bolsa. Se souber investir bem, o retorno não está tão dependente do tempo, está mais do capital que tenho. Nos direitos de autor, consigo fazer um investimento, por exemplo, de um mês para escrever um livro e depois o livro vai-se vendendo, não estando relacionado com o meu tempo...

"Descubra o Milionário que Há em Si"
Autor: Pedro Queiroga Carrilho
Editor: Lua de Papel
Páginas: 192
Preço: 14,03€
São rendimentos que não necessitam de mais trabalho?

São rendimentos em que se faz um investimento temporal pontual e depois ele tem um factor multiplicativo. Por exemplo, no "software" há um custo de desenvolvimento inicial, depois há alguma manutenção, mas se se subscrever um determinado "software" - um antivírus ou o Office - está a pagar-se uma renda à pessoa que o criou. O convite deste livro é ensinar as pessoas a diversificarem os seus rendimentos e tentarem criar rendimentos residuais: rendimentos que são pequenos no início, mas que aos poucos se vão multiplicando, tal como os juros de uma conta bancária.

Não chegará uma altura em que faz sentido deixar de se diversificar os rendimentos para se concentrar nas fontes de maior retorno?
Todos os rendimentos residuais necessitam de perseverança. A dificuldade é que os vemos a crescer aos poucos. O factor multiplicador dos rendimentos residuais é muito grande no final da vida. Por isso, o livro convida as pessoas a entrar num caminho de rendimentos residuais em paralelo com a actividade profissional que tenham. Sabemos que quase 80 por cento dos portugueses têm um trabalho dependente. Mas se puderem desenvolver actividade que não tenham qualquer conflito de interesses com a actividade profissional, conseguem alcançar um acréscimo ao rendimento.

O livro diz que "o empreendedorismo é talvez mais seguro do que o trabalho dependente." É um conselho aos portugueses a deixarem os empregos?
Não é um conselho a abandonar os empregos, mas é o reflexo do que tem mudado nas sociedades. Há números, como os dos Estados Unidos, que dizem que um trabalhador até aos 34 anos muda 10 vezes de trabalho. As pessoas sentem isso. Apesar de Portugal ter um regime legal que protege muito um trabalhador, sente-se a insegurança laboral. As regras do jogo mudaram. Cada vez mais, temos de saber fazer o nosso marketing pessoal, temos de saber vender o produto que somos nós.

Todos os livros gravitam em torno do objectivo de ser milionário. Acredita que o dinheiro traz felicidade?
Os livros gravitam em torno da independência financeira. Imagine-se que se consegue uma taxa de juro de 5 por cento. Se se tiver 250 mil euros no banco já se consegue uma renda mensal de 1000 euros, aproximadamente. Milionário é uma pessoa que tem um valor líquido de mais de um milhão de euros. Se uma pessoa tiver despesas mensais de 1000 euros por mês e tiver 250 mil euros no banco à taxa de juro de 5 por cento está financeiramente independente. Portanto, o conceito que defendo é que temos de ter o dinheiro a trabalhar para nós. Ser milionário não é preciso fazer sentido para todas as pessoas. A independência financeira é que vale a pena almejar.

Muitos estudos se fizeram sobre se o dinheiro traz mais felicidade. Já se provou que quando o dinheiro tira as pessoas da pobreza é reflexo de mais felicidade. Uma pessoa que ganhe 1000 euros passar a 1200 euros tipicamente é reflexo de mais felicidade, pelos padrões de Portugal. Já não é assim quando uma pessoa passa dos 80 mil euros por ano para 90 mil euros. O dinheiro já não é a única motivação.

Há fórmulas seguras de se chegar à independência financeira?
Há, depende do que quisermos. Se quisermos atingir a independência financeira aos 65 anos, quando nos reformamos, se calhar um PPR com uma transferência automática da nossa conta e com um juro normal de três ou quatro por cento dá-nos a independência financeira daqui a 40 anos. Em função da nossa fase financeira, há desafios diferentes. Se quisermos ser independentes entre os 20 e os 30 anos, certamente será preciso fazer as coisas muito diferentes do que a maioria das pessoas faz.

Depois de estudar os milionários, o que é que eles têm em comum para se replicar?
Em Portugal são conhecidos cerca de 11 mil milionários. É um rácio de 1 para 1000, quando nos Estados Unidos o rácio é de 1 para 100. Há uma diferença de culturas. Todos eles têm comportamentos transversais, que podem ser aprendidos. Normalmente são pessoas que sabem lidar com o risco. Sabem avaliar o que é um custo de oportunidade: qual é o custo do meu tempo de estar a fazer uma coisa e não estar a fazer outra. São pessoas que pensam não em termos de custo mas em termos de retorno. São pessoas que optimizam muito bem o seu tempo. São pessoas que delegam.

O prefácio de Duarte d'Orey, presidente da Orey Antunes, é um ponto de vista de alguém que já chegou ao destino, isto é, a milionário?

O Duarte é que tem de responder a isso...

Por que o convidou?
É um excelente exemplo de empreendedorismo nacional. É uma pessoa muito trabalhadora, realmente um milionário, que teve uma visão e que a perseguiu apaixonadamente.






Empreendedor por natureza

Pedro Queiroga Carrilho aplica na sua vida o que defende no seu livro

"Tenho duplicado os meus rendimentos todos os anos", revela Pedro Queiroga Carrilho em "Descubra o Milionário que Há em Si". Depois de terminar a licenciatura em engenharia informática no Instituto Superior Técnico foi trabalhar para a Outsystems, uma companhia de desenvolvimento de "software". Paralelamente, criou a Kash, uma empresa de formação em finanças pessoais que "está a chegar a uma facturação anual de 100 mil euros". Carrilho diz que dedica 20 a 30 por cento do seu tempo à Kash, na qual é, além de sócio-gerente, formador. Um ano depois de lançar a Kash, publicou o seu primeiro livro. Agora, aos 27 anos, Pedro Queiroga Carrilho, que se considera um investidor profissional de bolsa, publica o terceiro.





"O Seu Primeiro Milhão"

160 páginas, Preço: 10,10€
Além de ser o primeiro, é provavelmente o livro português de finanças pessoais de maior sucesso. Depois do seu lançamento, em Setembro de 2008, esteve 22 semanas nas tabelas de maiores vendas, acumulando um volume de 18 mil unidades vendidas. Esse número de exemplares vendidos sobe para os 20 mil se se incluir o "Kit de Sobrevivência para Tempos de Crise": um cabaz que inclui, além do livro, uma agenda financeira, um "voucher" de desconto de 10 euros num curso de finanças pessoais da Kash e uma caneta.










"O Primeiro Milhão para Casais"
152 páginas, Preço: 10,10€
Um ano depois de "O Seu Primeiro Milhão", Carrilho regressa com "O Seu Primeiro Milhão para Casais". Mantendo a linguagem simples e directa, o autor pretende preparar "o casal para a aventura de uma vida de enriquecimento a dois: desde a definição do perfil financeiro de um e de outro, às questões práticas do dia-a-dia, como os custos do casamento, a economia doméstica ou a divisão das finanças". Depois de nove semanas nos "tops" de vendas, está obra vendeu 4500 exemplares.









"Tu Primer Millón"

192 páginas. Preço: 17€ (Espanha)
Em Janeiro de 2010 chegou a Espanha, pela mão da editora Temas de Hoy, a versão em castelhano de "O Seu Primeiro Milhão". "Pedro Queiroga consegue neste livro oferecer aos leitores ferramentas realmente úteis para se iniciarem nas finanças pessoais. Um guia agradável sobre como preservar o aforro", disse Fernando Trías de Bes, autor e professor da escola de negócios catalã ESADE.